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A diplomata guianense Carolyn Rodrigues Birkett assumiu a liderança na disputa para a próxima secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela obteve oito votos favoráveis na segunda votação informal realizada nesta sexta-feira (21) entre os 15 integrantes do Conselho de Segurança.
Birkett ficou um voto à frente de Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica, e de Rafael Grossi, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Ambos receberam sete votos de apoio cada.
Na primeira rodada, realizada no mês passado, Grynspan liderava com dez votos, enquanto Birkett obteve nove. A votação desta sexta-feira alterou o cenário. Além dos oito votos favoráveis, Birkett registrou três manifestações contrárias e quatro integrantes declararam neutralidade.
Grynspan terminou a rodada com sete votos favoráveis, quatro contrários e quatro neutros. Grossi também recebeu sete apoios, mas teve seis votos contrários e dois neutros.
As votações são indicativas e servem para medir o apoio aos candidatos antes da recomendação do Conselho de Segurança. Nas primeiras rodadas, os 15 países marcam “apoio”, “não apoio” ou “sem opinião”, sem identificar a origem de eventuais rejeições por parte dos cinco membros permanentes com poder de veto: China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.
Em uma fase posterior, os cinco países utilizam cédulas de cor diferente para identificar resistências de membros com poder de veto, um fator decisivo para a escolha.
Oito candidatos disputam a sucessão de António Guterres, que deixará o comando da ONU no fim de 2026. Entre os nomes está a diplomata equatoriana Ivonne Baki, que entrou na disputa nesta semana e não recebeu votos favoráveis na sexta-feira, com oito contrários e sete neutros.
O processo ainda prevê novas rodadas até que o Conselho de Segurança chegue a um nome com apoio suficiente, principalmente entre os membros permanentes. O candidato escolhido pelo Conselho será recomendado à Assembleia Geral da ONU, responsável pela nomeação formal.
Grossi busca apoio
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, busca consolidar seu apoio no Conselho de Segurança da ONU. Ele recebeu sete votos favoráveis na segunda rodada de votações informais, mas enfrentou seis manifestações contrárias.
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