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A curta duração do período levanta questionamentos sobre o que é possível realizar em tão pouco tempo.
Para o cientista político Paulo Racoski, o período reduzido impede grandes mudanças estruturais, mas permite a implementação de medidas administrativas e ações com resultados práticos para a população. Ele sugere que a prioridade seja a organização da máquina pública, a execução do orçamento e o atendimento das demandas mais urgentes.
“Nesse período é possível organizar a máquina pública, garantir a execução do orçamento e atender compromissos importantes do Estado. Também pode dar andamento às obras que já estão em execução para evitar que se tornem projetos abandonados e concentrar esforços nas áreas mais urgentes, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura”, afirmou.
Racoski ressalta que a conclusão ou aceleração de projetos já em andamento é uma marca importante para governos de curta duração.
“O mais importante é garantir que as obras já iniciadas avancem. A população espera que aquilo que começou seja concluído ou, pelo menos, encaminhado para que não fique parado”, disse.
Manter os compromissos em dia com servidores, fornecedores e prestadores de serviço também é crucial.
“Talvez não haja tempo nem condições para conceder aumentos salariais, mas é possível manter os pagamentos em dia, assegurar progressões de carreira e garantir direitos dos servidores, o que também produz impacto na administração pública e na economia do Estado”, detalhou.
Promessas viáveis
Segundo o especialista, as promessas mais realistas para um mandato de seis meses envolvem a melhoria de serviços públicos e a execução de ações com planejamento e recursos já definidos. Na saúde, por exemplo, é possível aprimorar a gestão e ampliar atendimentos. Na educação, avançar na recuperação de escolas e encaminhar investimentos.
A segurança pública é outra área que demandará atenção, especialmente devido às características de Roraima como estado de fronteira.
“Quando se fala em segurança pública, Roraima tem características próprias por ser um estado de fronteira. O fluxo migratório continua acontecendo e isso também precisa ser considerado pelo próximo governador na definição das prioridades da gestão”, disse.
Racoski aponta que a população tende a cobrar resultados em setores com problemas históricos. A principal missão do futuro governador será equilibrar as limitações de um mandato curto com a necessidade de apresentar resultados.
Relação com a Assembleia
A relação com a Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) é outro fator determinante para o desempenho do futuro governador. O cientista político reforça que o principal desafio será conciliar a pressão por respostas rápidas com as limitações de tempo.
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