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O fundador da Banda Djavú, Geandson Rios, contesta a contratação da Prefeitura de Rorainópolis por R$ 302 mil para o XI Festival de Música de Rorainópolis. Segundo ele, a formação representada pela M & P Ferreira Produções Ltda não é a original e não possui legitimidade para usar a marca.
A M & P Ferreira Produções foi contratada por inexigibilidade de licitação para a apresentação no Festmur 2026. Gilberto Gaúcho, empresário ligado ao grupo original, afirmou que a empresa contratada se passa pela banda verdadeira.
Ele relatou que os fãs perguntaram se ele estaria no Festmur, e ele respondeu que não sabia da apresentação.
“As pessoas daí que nos conhecem, os fãs, perguntaram se éramos nós que ia tocar e mandaram a matéria. Foi assim que chegou até a gente. Falaram: ‘Nossa, legal, vocês vão tocar aqui’. Eu falei: ‘Não, quando?’”, contou Geandson.
Disputa judicial e registro da marca
Geandson Rios afirma que a disputa pelo nome da banda se estende há anos. Um pedido de registro da marca “Banda DJAVÚ” foi protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em outubro de 2023, com Geandson da Silva Rios como titular. O pedido ainda está em tramitação e já possui uma oposição apresentada.
A disputa também chegou ao Judiciário. Em 9 de setembro, a 2ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem de São Paulo determinou que a M & P Ferreira Produções e outros executados se abstivessem de utilizar as marcas “BANDA DJAVÚ” e “PISEIRO DJAVÚ”. A decisão impediu um show em Lagoa dos Patos (MG) e ordenou a retirada de conteúdos relacionados do YouTube e Spotify, com multa de R$ 15 mil, limitada a R$ 200 mil.
Prefeitura será notificada sobre disputa
A advogada Larissa Marques confirmou que pretende notificar formalmente a Prefeitura de Rorainópolis sobre a decisão judicial e a disputa pela marca.
Caso o município não tome providências, a disse que entrará com ação. “Caso eles não tomem as devidas providências necessárias, nós entraremos com ação, sim”
, declarou.
Larissa Marques sustenta que a empresa contratada não pode usar a marca objeto da decisão judicial. A repercussão sobre o contrato de Rorainópolis dependeria de medidas específicas para o evento.
Contrato anterior já foi questionado
A M & P Ferreira Produções já foi questionada em outro contrato público envolvendo a Banda Djavú. Em 2025, Geandson apresentou uma representação ao Ministério Público de Contas do Espírito Santo sobre uma contratação da Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim. O órgão registrou que a empresa não tinha autorização para usar a marca e não representava a formação original.
O parecer do Ministério Público de Contas também mencionou decisões judiciais que obrigavam a empresa a se abster do uso da marca, além de questionamentos sobre a legitimidade da formação contratada e o preço das apresentações. As alegações constam na representação e não são conclusivas sobre a contratação em Rorainópolis.
Procurada, a M & P Ferreira Produções afirmou que a formação contratada para o Festmur é a que integra o casting da empresa, com Nayara Yumi como cantora.
“A Banda Djavu que está no nosso casting e que se apresentará no Festmur é a formação oficial que agenciamos, com a cantora Nayara Yumi”, informou a produtora.
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