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O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (10/9), em Boa Vista, que a burocracia federal e a “perseguição ideológica” de órgãos públicos nas áreas ambiental e indígena dificultam o desenvolvimento de Roraima. Ele participou de um encontro com representantes do setor produtivo, políticos e apoiadores na capital.

Flávio Bolsonaro disse ter recebido demandas sobre o desenvolvimento do estado e declarou que.

“O roraimense quer trabalhar e não consegue por causa de burocracia, perseguição ideológica de organismos públicos federais na parte de meio ambiente, na parte indígena. A gente tem que conectar o Brasil e olhar para frente”

Durante a agenda em Boa Vista, ele esteve acompanhado do candidato ao governo de Roraima Arthur Henrique (PL), do candidato a vice Haroldo Cathedral (Novo), dos candidatos ao Senado Nicoletti (PL) e Hélio Lopes (PL), do prefeito Marcelo Zeitoune (PL), do senador Hiran Gonçalves (PP) e do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos).

Investimentos em infraestrutura

O candidato também abordou investimentos em infraestrutura, afirmando que um eventual governo pretende ampliar a integração do estado por meio de estradas, pontes e conectividade.

“A gente agora, ao invés de ter muros que separem Roraima do Amazonas ou de outros países, nós vamos ter pontes, estradas e conectividade no estado de Roraima para que ele se desenvolva ainda mais”, declarou.

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Cenário político e STF

Na disputa ao Governo de Roraima, Flávio reforçou o apoio à candidatura de Arthur Henrique e disse confiar no grupo político.

Roberta Acioly e Flávio Bolsonaro reforçam aliança em Roraima

“Então, eu tenho muita confiança aqui em todo esse time que tá sendo colocado, com o governo, o nosso candidato ao governo, que é o Arthur”, afirmou.

Questionado sobre o cenário político de Roraima, Flávio afirmou que considera positivo o espaço ocupado pela direita no estado.

“Acho que Roraima tá prosperando porque a esquerda aqui não governa, né? Então, eu tenho muita confiança aqui em todo esse time que tá sendo colocado”, afirmou.

Ao comentar sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio disse que, caso seja eleito, pretende indicar ministros contrários ao aborto e às drogas.

“A gente vai colocar pessoas, homens e mulheres no Supremo, que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, né, que entendam as demandas aqui no estado de Roraima, por exemplo, que quer se desenvolver”, declarou.

Ele também defendeu que o presidente do STF, Edson Fachin, convoque uma sessão pública para tratar de divergências entre integrantes da Corte.

“Acho que ele urgentemente tem que chamar essa sessão pública para resolver essas questões ali dentro, internamente, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

Em relação a uma operação da Polícia Federal mencionada por jornalistas, Flávio negou irregularidades sobre um filme citado.

“Não tem absolutamente nada de errado com esse filme, não tem um centavo de dinheiro público, eu já cansei de falar, pode revirar do avesso, de cima para baixo, de trás para frente, de lado para o outro, de ponta cabeça, aqui não vai ter nada”, afirmou.

Ele considerou a operação uma tentativa de interferência política, citando o ministro Flávio Dino. “O que tem claramente é uma tentativa de interferência política mais uma vez, agora, do ministro Flávio Dino, sobre as eleições”, declarou.

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