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O Colégio Estadual Militarizado Professora Wanda David Aguiar, no bairro Raiar do Sol, em Boa Vista, encerrou nesta sexta-feira (11) a 66ª edição do projeto Educar é Prevenir promovido pelo Programa de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (PDDHC) da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR). A iniciativa buscou orientar estudantes sobre violência e riscos no ambiente virtual, com foco no combate ao tráfico de pessoas.
Durante a semana, o projeto abordou temas como abuso sexual, tráfico de pessoas e violência virtual, com atenção aos riscos presentes nas redes sociais, nos jogos online e em falsas promessas de oportunidades. As atividades incentivaram os alunos a identificar e denunciar situações de risco, além de buscar apoio em adultos ou instituições de confiança.
O do projeto, Glauber Batista, destacou a importância da prevenção e do acolhimento no ambiente escolar. Ele ressaltou que o retorno às atividades presenciais reforça o trabalho e amplia o diálogo com a comunidade escolar, incluindo gestores, corpo discente, docente, servidores efetivos, terceirizados e a comunidade em geral.
“A gente estava necessitando dessa demanda da Secretaria de Educação e, prontamente, estamos aqui novamente para renovar e reforçar essas questões, principalmente a violência virtual e a violência contra os adolescentes aqui do nosso estado”, afirmou.
Segundo Glauber, as ações do projeto visam encorajar as vítimas a se sentirem mais seguras para relatar situações de violência e buscar ajuda dentro da própria escola.
“Os alunos se sentem mais seguros e se encorajam para falar sobre o que está acontecendo, algo que talvez não falariam em outra oportunidade, dentro da escola ou da própria família. O projeto vem também nesse sentido de levar essas informações e fazer com que eles realmente se sintam acolhidos”, explicou.
A coordenadora pedagógica Ana Nogueira ressaltou o envolvimento dos estudantes.
“Apesar de terem acesso a informações na internet, muitas vezes os adolescentes deixam passar despercebidas certas situações. É de suma importância que os alunos saibam identificar o que acontece ao redor deles, tanto em casos de abuso sexual e tráfico de pessoas quanto em relação à internet, porque eles estão sempre na rede e os criminosos também”, alertou.
O professor Bruno Mercês desenvolveu atividades em sala de aula, utilizando relatos para aproximar o tema da realidade dos alunos.
“Através desses relatos, pude fazer com que eles entendessem que isso não acontece somente com alunos, mas também com pessoas que estão na rua, fora da escola ou em qualquer lugar do mundo”, contou.
A estudante Maria Clara Reis, de 14 anos, compartilhou que as orientações ampliaram sua atenção.
“A gente fica mais em alerta e se conscientiza. Não só a gente, mas também outros alunos que podem estar passando por isso na escola e não sabem se é algo normal. Eu também aprendi a ter mais cuidado com a internet e com os jogos, porque, através deles, a gente não sabe realmente quem está do outro lado”, relatou.
A Cáritas Diocesana de Roraima, representada pela assistente social Raquel Brito, é parceira do projeto e atua no acolhimento de pessoas em vulnerabilidade, integrando a rede de proteção.
“Nós somos parceiros e estamos nesse grupo em todas as escolas. Somos aquela parte do ouvir. Qualquer indicativo, principalmente quando se fala de criança e adolescente, que é o nosso público mais vulnerável. Nós ouvimos e passamos para as equipes responsáveis em solucionar”, explicou.
A população pode fazer denúncias pelo Disque 100 ou em delegacias especializadas, como a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), localizada na Avenida Nazaré Filgueiras, nº 1991, bairro Pintolândia.
Projeto Educar é Prevenir
A iniciativa da ALERR tem como finalidade promover o empoderamento da comunidade escolar e ações de enfrentamento ao tráfico de pessoas e suas diversas modalidades.
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