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A Polícia Civil de Roraima (PCRR), por meio da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH) prendeu nesta quinta-feira (10) C. P, de 21 anos, investigado pela morte de Cauã Vinícius Castro da Silva, conhecido como paquetá. O crime ocorreu no final de julho, em Boa Vista, e a vítima foi encontrada carbonizada. A prisão faz parte da Operação Castigare, que apura a execução no contexto de um “tribunal do crime”.
O delegado titular da DGH, João Evangelista, informou que a equipe policial monitorava o paradeiro de C. P, que estava foragido. O investigado foi localizado em um local público próximo à Praça Germano Augusto Sampaio, na Zona Oeste de Boa Vista. Ao perceber a aproximação dos policiais, C. tentou destruir seu aparelho celular, quebrando-o no chão na tentativa de apagar evidências.
O celular danificado foi apreendido e passará por perícia, com a expectativa de que forneça novas informações cruciais para o andamento da investigação.
Operação Castigare
A investigação sobre a morte de Cauã Vinícius Castro da Silva, de 21 anos, começou após a localização de seu corpo carbonizado em 31 de julho, nas proximidades do “fossão”, no bairro São Bento. As primeiras diligências permitiram à polícia identificar a vítima e iniciar a reconstrução da dinâmica do homicídio.
Segundo a apuração, Cauã teria sido sequestrado e levado para o bairro São Bento, onde foi executado após uma decisão de integrantes de uma organização criminosa. A vítima estaria colaborando com uma facção rival, o que teria motivado a ordem para sua morte. A “sentença de morte” foi definida em uma reunião em Boa Vista, com participação de lideranças criminosas que estavam fora de Roraima, conectadas por videochamada.
Após a decisão, Cauã foi levado ao bairro São Bento, executado e, em seguida, o corpo foi incendiado para destruir vestígios. Na primeira fase da Operação Castigare, em 26 de agosto, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) foram cumpridos 11 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em seis bairros de Boa Vista. Sete pessoas foram presas na ocasião, sendo três mulheres e quatro homens. Drogas e materiais ligados ao tráfico também foram apreendidos.
Um adolescente de 17 anos foi conduzido, e o imóvel onde ele se encontrava é suspeito de ter sido usado para o “tribunal do crime”. As diligências contínuas após a primeira fase da operação permitiram a localização de C. nesta quinta-feira. Após a captura, ele foi levado à sede da DGH para os procedimentos legais e apresentado na Audiência de Custódia nesta sexta-feira (11).
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