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O fim da escala de trabalho 6x1 pode beneficiar diretamente 33.627 trabalhadores em Roraima. O número representa a totalidade de profissionais no estado que atuam sob essa jornada e que passariam a ter a escala 5x2, com dois dias de descanso semanal, caso a proposta do Governo Federal seja aprovada.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que, atualmente, 42.975 roraimenses já estão na jornada 5x2, o que corresponde a 56,10% do total de trabalhadores identificados no estado. Isso significa que 43,90% dos profissionais ainda cumprem a escala 6x1, com apenas um dia de descanso remunerado.

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso remunerado e proibição de redução salarial, é uma prioridade para o Governo do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso Nacional, em 13 de abril, uma mensagem presidencial com urgência constitucional para tratar do tema. O objetivo é proporcionar mais tempo para a família, lazer, cultura e descanso, com potenciais reflexos positivos na produtividade.

Jornada de 40 horas no Brasil

Em âmbito nacional, o levantamento do MTE abrangeu 44,7 milhões de trabalhadores. Cerca de um terço desse total, aproximadamente 14,9 milhões de pessoas, ainda cumpre a jornada 6x1 e seria beneficiado pela transição para o modelo 5x2. A redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas também alcançaria 37,2 milhões de trabalhadores que hoje cumprem a jornada integral de 44 horas. Outros 1,4 milhão de profissionais atuam entre 40,1 e 43,9 horas semanais.

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A mudança na jornada de trabalho deve impactar diversos setores, incluindo comércio, serviços, indústria e logística.

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Regiões e Estados

O Sudeste lidera o número de trabalhadores na escala 6x1, com 7 milhões de pessoas. Na sequência, aparecem as regiões Sul (2,9 milhões), Nordeste (1,97 milhão), Centro-Oeste (1,34 milhão) e Norte (751,7 mil). Entre os estados, São Paulo registra o maior contingente absoluto, com 4,28 milhões de profissionais na escala 6x1, seguido por Minas Gerais (1,46 milhão), Rio de Janeiro (1,05 milhão), Santa Catarina (1,04 milhão) e Paraná (1,03 milhão).

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