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A Escola Municipal Arco-Íris, em Boa Vista, encerrou nesta sexta-feira (26/6) o projeto “Psicomotricidade no Desenvolvimento Infantil” com a “Corrida pela Psicomotricidade & Inclusão”. O evento reuniu cerca de 100 crianças, pais e professores em atividades lúdicas e corporais voltadas ao aprimoramento motor e cognitivo dos alunos.

Promovido desde fevereiro, o projeto visou fortalecer a parceria entre escola e família, promovendo a inclusão de forma acolhedora. As ações foram organizadas progressivamente, respeitando a faixa etária dos estudantes do 1º e 2º ano.

Escola como principal incentivadora da inclusão

O projeto foi elaborado pela professora de Educação Física Mísia Miranda e pela professora da Sala de Recursos Multifuncionais (SRM), Ana Cláudia Bezerra, por meio do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Mísia Miranda ressaltou a importância da participação familiar:

"É um sentimento de muita alegria e de missão cumprida. Desde fevereiro desenvolvemos esse trabalho com muito carinho, e ver as famílias participando, vestindo as cores da escola e vivendo esse momento junto com as crianças foi muito especial. Nosso principal objetivo era fortalecer essa parceria entre escola e família, promovendo a inclusão de forma natural, acolhedora e cheia de significado. Hoje vimos isso acontecer na prática"

Ana Cláudia Bezerra destacou a importância de atividades inclusivas, especialmente no mês do Dia do Orgulho Autista.

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"A principal contribuição desse projeto é mostrar que a inclusão acontece quando criamos oportunidades para que todas as crianças participem juntas, sem barreiras. Tivemos uma grande participação das famílias, especialmente das crianças atípicas, fortalecendo vínculos, promovendo acolhimento e mostrando que informação, respeito e convivência são fundamentais para construir uma escola cada vez mais inclusiva", afirmou.

"Mais do que encerrar um projeto, este momento representa aquilo que vivemos diariamente na escola: uma educação construída com a participação das famílias e baseada no respeito às diferenças. A corrida mostrou que a inclusão acontece quando todos caminham juntos. Esse é um trabalho que faz parte da nossa rotina e que buscamos fortalecer todos os dias, dentro e fora da sala de aula."

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União que faz a força

A participação das famílias foi um dos pontos altos da corrida. Nathália Brito, mãe de Maria Beatriz, de 6 anos, relatou a ansiedade da filha para o evento.

"Foi muito divertido. Ela quase não dormiu de tanta ansiedade. Acordou cedo e já estava esperando o momento de vir para a escola. Ver toda essa alegria, as cores e essa união foi muito especial. Acho a iniciativa da escola perfeita, principalmente porque trabalha a inclusão. Minha filha convive com várias crianças, e eu sempre ensino a ela que a inclusão é muito importante", disse.

Fernanda Leal, mãe de Benício, aluno autista de 7 anos, ressaltou a importância de eventos que promovem acolhimento.

"É sempre muito importante acompanhar e prestigiar esses eventos, não só pelas crianças atípicas, mas por todos os alunos. Como mãe de uma criança autista, sempre procuro participar desses momentos de inclusão. É uma alegria ver tantos apoiadores dessa causa e perceber essa união entre as famílias. Isso nos aproxima da escola e ajuda a entender melhor o dia a dia das crianças", declarou.

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