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Mais de 105,3 mil roraimenses já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) até 12 de junho, representando 14,6% da população do estado. Nacionalmente, a marca de 55,8 milhões de brasileiros com o documento foi ultrapassada, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A primeira via da CIN é gratuita em todo o país e pode ser solicitada mediante apresentação da certidão de nascimento ou casamento. Em média, o Brasil emite 39,6 mil novas identidades diariamente, totalizando cerca de 1,13 milhão por mês. Somente nos primeiros dias de junho de 2026, foram expedidas 782,6 mil unidades.
Entenda a nova CIN
- A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG), unificando a identificação do cidadão sob o número do CPF.
- A medida visa eliminar a duplicidade de números de identidade em diferentes estados e aumentar a confiabilidade dos registros públicos.
- O documento possui validade nacional e incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, para verificação de autenticidade via aplicativo.
- A integração com sistemas biométricos fortalece a segurança e facilita o acesso a serviços e benefícios públicos.
- A nova identidade também amplia o acesso a serviços digitais do Governo do Brasil (GOV. BR), permitindo a obtenção da conta nível Ouro e a recuperação de acesso.
A versão digital da CIN está disponível no aplicativo GOV. BR após o recebimento do documento físico. Essa funcionalidade simplifica a identificação em diversas situações, como em viagens. O aplicativo permite ainda a inclusão de outros documentos, como Título de Eleitor, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), identidade funcional, certificado militar, PIS/PASEP, NIS e NIT, desde que apresentados no momento da solicitação da carteira.
A CIN é um instrumento de cidadania e base da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil. O documento contribuirá para aprimorar cadastros de programas sociais e a qualidade das bases de dados da administração pública. Um novo cronograma para a adoção da CIN na concessão e renovação de benefícios sociais foi definido pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Pessoas sem cadastro biométrico deverão emitir a CIN a partir de janeiro de 2027. Para quem já possui biometria cadastrada (Justiça Eleitoral, CNH ou passaporte), a obrigatoriedade entra em vigor em janeiro de 2028. A validade da CIN varia conforme a faixa etária: cinco anos para menores de 12 anos incompletos; dez anos para quem tem entre 12 e 60 anos incompletos; e indeterminada para maiores de 60 anos.
Seguindo padrões internacionais, a carteira inclui uma zona de leitura mecânica (MRZ), similar à de passaportes, permitindo seu uso em viagens para países do Mercosul. No entanto, a CIN não substitui o passaporte para outros destinos internacionais.
Segurança e Inclusão Digital
A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) foi projetada com foco em segurança e inclusão digital. A incorporação do QR Code permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio de um aplicativo gratuito, disponível nas lojas de aplicativos. Essa ferramenta possibilita também a consulta das informações contidas na versão física da carteira.
Essa integração visa garantir um acesso mais seguro a diversos serviços e benefícios públicos. A nova identidade também facilita o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil (GOV. BR), permitindo a obtenção da conta de nível Ouro, o mais alto grau de segurança. Em casos de perda ou troca de celular, a CIN pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta GOV. BR, mediante reconhecimento facial e leitura do QR Code, com envio de código de confirmação por e-mail ou SMS.
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