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A Arena Junina, em Boa Vista, presenciou um momento histórico na noite desta terça-feira (16/5) com a estreia da categoria Diamante no Concurso de Quadrilhas. A nova divisão, criada para impulsionar o crescimento das agremiações, mostrou sua força com as apresentações de Garranxê, Amor Caipira e Agitação Caipira, que emocionaram o público com narrativas sobre resistência, amor e fé.
A criação da categoria Diamante já demonstra resultados positivos, aumentando a competitividade e a qualidade dos espetáculos. Segundo Chiquinho Santos, do concurso, o investimento das agremiações e da Prefeitura de Boa Vista fortalece o trabalho dos quadrilheiros, resultando em apresentações mais robustas e criativas.
A força de um povo que não se rende
Abrindo a noite, a Quadrilha Garranxê apresentou "A Resistência", inspirada na reação popular de Mossoró (RN) contra Lampião em 1927. O espetáculo exaltou a coragem coletiva, o pertencimento e a fé de um povo que enfrentou o medo para proteger sua terra.
Quando a estrada muda o destino
A Quadrilha Amor Caipira apresentou "Na Boleia do Destino", uma narrativa sensível sobre Nazinha, uma mulher marcada pela violência que encontra a possibilidade de recomeçar. A história, conduzida por Antônio, o dono da boleia, atravessa o sertão e cruza o caminho de figuras como Lampião e Maria Bonita, que transformam a trajetória da personagem e costuram a memória e a identidade sertaneja.
Um encontro entre o santo e a festa
Encerrando as apresentações da noite, a Quadrilha Agitação Caipira trouxe "O São João que João não viu". Na trama, Isabel e Zacarias, com a ajuda de um cigano, viajam no tempo para encontrar São João Batista e apresentar as manifestações culturais em sua homenagem, buscando sua bênção para o casamento dos protagonistas. A apresentação celebrou tradições, crenças e expressões populares que transformaram a devoção ao santo em uma das maiores celebrações da identidade brasileira.
O olhar de quem conhece grandes espetáculos
Milton Cunha, espectador das apresentações, ficou impressionado com o nível técnico das agremiações roraimenses e incentivou os artistas locais a valorizarem ainda mais as referências culturais da Amazônia.
"Eles podem usar os materiais da floresta, as lendas e os mistérios daqui. O que vi aqui é surpreendente. É gigantesco. Uma estrutura ‘sapucaiana’. É muito bonito ver a vontade das pessoas de contar suas histórias. Isso aquece o coração da gente e mostra que o Brasil continua profundamente artístico", afirmou.
Fernanda Richelli, vendedora externa, expressou sua paixão pela festa junina.
"Esse é um dos eventos que eu mais espero no ano. É maravilhoso! Espero por essa época o ano inteiro. Já dancei durante muitos anos e continuo apaixonada", disse.
Programação desta quarta-feira (17/6)
- 18h, Quadrilha Juventude na Roça (Projeto Crescer)
- 19h, Grupo Diamante: Coração Caipira.
- 19h, Grupo Diamante: Zé Monteirão.
- 19h, Grupo Diamante: Eita Junino.
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