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Organizações de Roraima e de outros estados da Região Norte, além do Maranhão, podem se inscrever no edital BNDES Periferias Fortes, Norte. A iniciativa, lançada nesta quarta-feira (1º/7) em Belém (PA), tem investimento de R$ 17,5 milhões e visa fortalecer entidades sociais de pequeno e médio porte.
O programa selecionará até 82 Organizações Sociais de Periferia (OSPs) para uma jornada de desenvolvimento institucional de dois anos. As escolhidas receberão formação imersiva, mentorias, capacitações em gestão, comunicação e captação de recursos, além de acompanhamento técnico e apoio financeiro. O objetivo é ampliar o impacto social das iniciativas em seus territórios.
As organizações de pequeno porte poderão receber até R$ 100 mil, enquanto as de médio porte terão acesso a até R$ 300 mil. O programa também prevê bolsas de incentivo para as lideranças. A iniciativa integra a estratégia BNDES Periferias, plataforma do banco para impulsionar o desenvolvimento de favelas e comunidades urbanas.
Entenda os valores e prazos
- Organizações de pequeno porte: até R$ 100 mil.
- Organizações de médio porte: até R$ 300 mil.
- Duração da jornada de desenvolvimento institucional: dois anos.
- Prazo de atuação mínima para organizações de pequeno porte: quatro anos.
- Prazo de atuação mínima para organizações de médio porte: sete anos.
BNDES busca fortalecer periferias
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a importância das periferias para o desenvolvimento do país.
“O desenvolvimento do Brasil passa pelas periferias. Esses territórios têm potência econômica, capacidade empreendedora, lideranças comunitárias fortes e soluções construídas por quem conhece de perto os desafios locais. O papel do BNDES é ajudar essas iniciativas a ganharem escala, gerando renda, oportunidades e inclusão produtiva onde elas são mais necessárias”, afirmou.
O edital foi apresentado no Complexo dos Mercedários, em Belém, durante encontro com lideranças do terceiro setor e parceiros institucionais. O Instituto Phomenta, um dos parceiros, apontou que a escassez de recursos financeiros é o principal desafio para 86% das organizações brasileiras ouvidas, percentual que sobe para 92% na Região Norte.
“O propósito do Instituto Phomenta é descentralizar recursos e apoiar organizações pequenas para que continuem existindo e gerando impacto. O BNDES Periferias Fortes Norte nos dá escala para isso em território que concentra 12,1% da população brasileira, mas apenas 9% das organizações formalizadas do país. Esses números escondem os coletivos e os projetos que não possuem CNPJ, que geram impacto real e estão em lugares onde as políticas públicas e grandes organizações não chegam. Nosso objetivo com o programa é fortalecer estas organizações e ampliar o impacto nas comunidades periféricas”, comentou Rodrigo Cavalcante, Diretor Executivo do Instituto Phomenta.
Ana Cristina Costa, superintendente da Área de Desenvolvimento Social e Gestão Pública do BNDES, explicou que a dificuldade das instituições locais era a necessidade de desenvolvimento institucional e algum grau de formalização para acessar recursos.
“O que vimos foi que a dificuldade das instituições locais era que precisavam de desenvolvimento institucional, algum grau de formalização para acessar recursos não só do BNDES”, disse.
Quem pode participar
As inscrições estão abertas para organizações sociais de periferia dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além do Maranhão. Serão selecionadas 25 organizações de médio porte e 57 de pequeno porte. As de médio porte devem ser formalizadas, com orçamento anual entre R$ 80 mil e R$ 300 mil e pelo menos sete anos de atuação. As de pequeno porte, formalizadas ou não, precisam ter arrecadação mínima anual de R$ 20 mil, ou R$ 30 mil em um dos últimos três anos, e pelo menos quatro anos de atuação.
O programa também contempla coletivos que ainda não possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), oferecendo apoio financeiro e assessoria especializada para a formalização. As ações devem ser voltadas à promoção de benefícios para populações de baixa renda, em áreas como geração de emprego e renda, educação, saúde, cultura, esporte, justiça, meio ambiente, serviços urbanos e desenvolvimento regional.
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