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A zona rural de Boa Vista, onde vivem mais de 4,5 mil famílias, tem sido palco de uma história de trabalho e dedicação à terra que se confunde com o desenvolvimento da capital de Roraima. Agricultores familiares, muitos com décadas de experiência, garantem o sustento e fornecem alimentos para a população, enquanto a cidade celebra seus 136 anos.
Aldette da Silva, 68 anos, e Francisco Moreira, 75 anos, são exemplos dessa trajetória. Moradores do Projeto de Assentamento Nova Amazônia I, na região do Truaru, eles chegaram ao local quando a área ainda era desabitada e viram a comunidade crescer. Hoje, com o apoio da Prefeitura de Boa Vista, o cenário do campo mudou significativamente.
"No início, a gente plantava melancia e precisava puxar água do poço para irrigar a plantação. Todo o trabalho era feito no braço, desde a limpeza da terra com a enxada até o carregamento da produção. Hoje, graças à prefeitura, temos sistema de irrigação com energia fotovoltaica, assistência técnica e apoio com máquinas. Conseguimos comprar um tratorito e as coisas melhoraram muito", relatou Francisco Moreira, destacando a evolução do trabalho rural com o auxílio municipal.
Aldette da Silva complementa, relembrando os primórdios.
Agricultura familiar impulsionada
O apoio da Prefeitura de Boa Vista tem sido fundamental para a modernização da agricultura familiar. A mecanização das áreas de cultivo, com o fornecimento de maquinários agrícolas, tem reduzido custos operacionais e aumentado a produtividade. O Plano Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio (PMDA) atende 2.165 famílias e já preparou 5.591,2 hectares para cultivo.
Geraldo Leite, que trabalha na roça desde a juventude, compartilha o conhecimento com a filha Raíssa Kadoshy e o genro.
Raíssa Kadoshy, que é técnica agrícola, atua ao lado do pai com o esposo.
"Meu esposo e eu somos técnicos agrícolas, e nosso trabalho aqui é voltado para a construção de uma agrofloresta, integrando árvores e culturas agrícolas na mesma área. Cresci vendo meus pais trabalharem na roça. Depois de adulta, morei por um tempo na cidade, mas hoje estamos vivendo novamente no campo. Percebo que este é o lugar da minha família", declarou.
Atualmente, 150 máquinas e implementos agrícolas estão à disposição dos trabalhadores do campo. Além disso, 156 sistemas de irrigação fotovoltaica foram instalados, sendo 26 em comunidades indígenas, o que reduz custos de produção e permite o cultivo ao longo de todo o ano.
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