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As vitaminas do complexo B, encontradas em alimentos comuns da dieta brasileira, podem reduzir em até 20% o risco de acidente vascular cerebral, segundo uma ampla revisão científica que analisou dados de mais de 200 mil pessoas.
A pesquisa, uma meta-análise de estudos clínicos randomizados, aponta que nutrientes como folato (vitamina B9) e vitamina B6 desempenham papel crucial na proteção do sistema cardiovascular quando consumidos em quantidades adequadas.
Mecanismo de proteção vascular
O principal mecanismo de ação dessas vitaminas está relacionado ao controle da homocisteína, uma substância presente no sangue que, em níveis elevados, aumenta significativamente o risco de problemas cardiovasculares.
"As vitaminas do complexo B atuam na regulação desse composto, contribuindo para a proteção dos vasos sanguíneos e, consequentemente, do cérebro", explica o estudo publicado em revista especializada da área cardiovascular.
Fontes alimentares e equilíbrio
Entre as principais fontes desses nutrientes estão alimentos acessíveis à população: folhas verdes escuras, feijão, lentilha, banana, ovos e carnes magras. A pesquisa reforça que o benefício está associado ao consumo adequado, não ao excesso.
"A ingestão elevada dessas vitaminas, principalmente por meio de suplementos sem orientação, não aumenta a proteção e pode até trazer efeitos adversos", alertam os especialistas.
Na maioria dos casos, uma alimentação equilibrada já é suficiente para atingir as necessidades diárias, sem necessidade de suplementação artificial.
Padrão alimentar completo
Os pesquisadores destacam que o efeito protetor não depende de um único nutriente isolado, mas do padrão alimentar como um todo. Dietas ricas em vegetais, leguminosas, grãos integrais e alimentos naturais estão consistentemente associadas à redução do risco de AVC.
"O avanço das pesquisas reforça uma mensagem simples, mas poderosa: pequenas escolhas diárias fazem diferença no longo prazo", conclui o estudo.
A ingestão adequada de vitaminas do complexo B se soma a outros fatores importantes na prevenção do AVC, como prática regular de atividade física, controle da pressão arterial e abandono do tabagismo.











