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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira a cassação da chapa eleita para o governo de Roraima em 2022. A decisão atinge o governador Edilson Damião (União) e seu antecessor, Antonio Denarium (Republicanos), que agora está inelegível até 2030.

Processo decisivo para a política roraimense

A formalização ocorreu após formação de maioria no plenário da Corte, que manteve o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR). O julgamento havia sido suspenso na terça-feira e foi retomado apenas para a proclamação do resultado final.

Durante a sessão, o ministro André Mendonça apresentou complemento de voto reforçando sua posição sobre a condenação por abuso de poder político e econômico. Ele defendeu a realização de eleição suplementar indireta, mas a maioria dos ministros divergiu desse entendimento.

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Transição de poder no estado

Com o afastamento imediato de Edilson Damião, o presidente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Soldado Sampaio (Republicanos), assume o governo do estado interinamente. A posse deve acontecer ainda nesta quinta-feira.

O TSE determinou que a eleição para escolha do novo governador será direta, e o TRE-RR será consultado sobre os detalhes da realização do pleito. A decisão encerra um longo processo judicial que se arrastava desde as eleições de 2022.

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Abuso de poder político e econômico

A cassação tem como base ações da Justiça Eleitoral que apontaram uso irregular da máquina pública durante a campanha eleitoral. Segundo os processos, Antonio Denarium, então governador, criou e ampliou programas sociais em período vedado pela legislação.

Entre as medidas consideradas irregulares estão a distribuição de cestas básicas, concessão de cartões de crédito mensal de R$ 200 e reformas de moradias através dos programas "Cesta da Família" e "Morar Melhor".

A legislação eleitoral exige que programas sociais sejam instituídos com antecedência mínima de um ano em relação às eleições, mas as iniciativas foram criadas no próprio ano eleitoral de 2022.

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Repasses milionários a municípios

Outro ponto crucial da condenação foi o envio de R$ 70 milhões para municípios onde prefeitos haviam declarado apoio à reeleição de Denarium. O repasse ocorreu em junho de 2022, a pouco mais de dois meses das eleições, sob justificativa de chuvas no interior.

Para a Justiça Eleitoral, essas ações comprometeram a igualdade de condições entre os candidatos, caracterizando desequilíbrio no pleito. O TRE-RR já havia cassado a chapa quatro vezes anteriormente, sob acusação de compra de votos.

Os políticos recorreram das decisões estaduais, levando o caso ao TSE, que agora confirmou definitivamente as penalidades. A decisão representa um marco no combate ao uso eleitoral da máquina pública no país.

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