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Um técnico de radiologia do Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento (HGR) foi preso em flagrante nesta segunda-feira (2/6) sob suspeita de cobrar indevidamente por exames de ressonância magnética. O esquema, que operava há mais de seis meses, envolvia a venda de exames gratuitos do Sistema Único de Saúde (SUS) por R$ 600. Mais de 30 pacientes teriam sido vítimas da fraude.

A secretária adjunta da Secretaria de Saúde (Sesau), Juliana Gomes, relatou que a operação foi acionada após denúncia. Uma paciente que procurava atendimento gratuito no HGR foi abordada por um intermediário, que recebeu o dinheiro e a encaminhou para o técnico.

Operação discreta

A secretária de Segurança Pública, Eliane Gonçalves, iniciou as diligências após receber a ligação de Juliana Gomes e vídeos do servidor com pacientes. Ao ser abordado, o técnico confessou o crime. Agentes da Secretaria de Segurança Pública solicitaram que ele contatasse um dos comparsas, que enviou mensagens de visualização única. As buscas pelo casal envolvido foram iniciadas, mas sem sucesso até o momento. A prisão preventiva dos suspeitos foi solicitada.

Eliane Gonçalves detalhou que a operação foi realizada de forma discreta para não comprometer o atendimento no HGR.

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“Utilizei uma vestimenta como se eu fosse uma médica para ter acesso a ele sem despertar curiosidade ou alertar o acusado. Os três agentes que me acompanhavam também estavam vestidos à paisana. Nós só o retiramos do local depois de falar com a chefe dele por telefone e aguardar a chegada de um servidor para substituí-lo no guichê dos exames, para que ninguém fosse prejudicado.”

O suspeito foi conduzido sem alarde.

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Combate a fraudes

Juliana Gomes reiterou que a prática é inadmissível e que a gestão estadual intensificará a fiscalização. “A gestão estadual irá fazer uma busca para identificar e coibir possíveis práticas criminosas que estejam sendo realizadas nas unidades de Saúde do Estado”, adiantou. Ela ressaltou que nenhum serviço do SUS é vendido, especialmente em unidades de alta complexidade como o HGR, onde pacientes com AVC e oncológicos podem ter seus tratamentos atrasados por interferências como essa.

“Ainda mais dentro de uma unidade hospitalar de alta complexidade, como o HGR, onde a maioria dos pacientes que realiza ressonância magnética é composta por pessoas que sofreram AVC ou por pacientes oncológicos, que acabam tendo atraso em seus tratamentos por causa dessas interferências”, complementou.

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