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Uma exposição que celebra os 30 anos da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Roraima foi inaugurada nesta quinta-feira (23) no Centro de Memória e Cultura do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). O evento reuniu mais de 110 pessoas, incluindo autoridades, servidores, policiais rodoviários federais da ativa e veteranos, além de representantes de instituições parceiras.
A exposição busca evidenciar a contribuição da PRF para a segurança pública e o desenvolvimento de Roraima.
O percurso da exposição traça uma linha do tempo, destacando a expansão das atividades de fiscalização nas rodovias federais, o combate à criminalidade e as transformações da PRF ao longo de quase três décadas. O Centro de Memória e Cultura do TJRR, que abriga a exposição, tem como objetivo preservar e compartilhar a história das instituições que contribuíram para a construção do estado.
Exposição no TJRR
Antes da abertura oficial, uma solenidade foi realizada no Espaço de Eventos do TJRR. A cerimônia incluiu a exibição de vídeos institucionais, pronunciamentos de autoridades e a entrega de condecorações e homenagens a policiais que marcaram a história da instituição no estado.
Ele convidou a população a conhecer o espaço e a trajetória da PRF.
O policial rodoviário federal Rodolfo Magno, representando a PRF, explicou que a exposição oferece ao público a oportunidade de conhecer a evolução da corporação.
Mulheres na PRF
A inspetora Verônica Cisz, com 32 anos de atuação na PRF, foi uma das homenageadas. Ela ingressou na corporação em 1994 na Paraíba e posteriormente integrou o efetivo em Roraima. Cisz relembrou os desafios enfrentados pelas mulheres na atividade policial.
"Quando entrei na PRF, dificilmente mulheres eram policiais. Passamos por muitas dificuldades para conquistar o espaço que temos hoje. Diziam que mulher não podia usar arma nem trabalhar na rodovia, porque aquilo era serviço de homem. Acabei indo para a pista e nunca mais quis sair. Foi ali que me apaixonei pela profissão."
Cisz também comentou sobre as mudanças na educação para o trânsito e na fiscalização rodoviária em Roraima.
"Foi um trabalho desafiador. Chegamos para organizar o trânsito em Roraima. Naquela época, era comum encontrar motociclistas sem capacete e pessoas dirigindo sem habilitação. Aos poucos, com orientação, fiscalização e educação para o trânsito, essa realidade foi mudando. Hoje temos a satisfação de dizer que Boa Vista está entre as cidades onde encontramos menos irregularidades por parte dos condutores, resultado de um trabalho construído ao longo de muitos anos."
A exposição fica aberta à visitação até 24 de agosto, com entrada gratuita.
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