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Soldado Sampaio, do Republicanos, tomou posse como governador interino de Roraima nesta quinta-feira (30), após a cassação do mandato de Edilson Damião pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cerimônia aconteceu na Assembleia Legislativa do estado, marcando o início de um período de transição política.

Discurso de continuidade e transição

Em seu primeiro pronunciamento, Sampaio adotou um tom conciliador e elogiou as gestões anteriores de Antonio Denarium e do próprio Edilson Damião. O novo governador interino afirmou que montará uma equipe de transição e conversará pessoalmente com ambos os ex-gestores.

"Vamos dialogar com os secretários para entender o que está funcionando e dar sequência ao que precisa continuar"

, declarou Sampaio, sinalizando que não pretende promover mudanças radicais na estrutura administrativa.

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Eleição direta definida para este ano

O TSE determinou que a escolha do próximo governador de Roraima será através de eleição direta, com todos os eleitores do estado indo às urnas duas vezes até o final deste ano. A decisão se baseia no fato de a cassação ter ocorrido mais de seis meses antes do fim do mandato original.

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A expectativa é de que o pleito suplementar ocorra em até 40 dias, cabendo ao Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) definir o calendário eleitoral. O tribunal já se manifestou, afirmando que cumprirá imediatamente a determinação do TSE.

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Sampaio confirma candidatura nas duas eleições

O novo governador interino deixou claro que disputará tanto a eleição suplementar quanto o pleito geral, marcado em primeiro turno para 4 de outubro e em segundo para 28 de outubro. "Cavalo que passa com sela deve ser montado", declarou Sampaio, usando uma expressão popular para justificar sua decisão de concorrer.

Enquanto isso, o ex-governador Antonio Denarium, inelegível por decisão do TSE, indicou em pronunciamento nas redes sociais que seu grupo político lançará um nome alternativo na disputa suplementar.

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Reações políticas e institucionais

Edilson Damião, que deixa o cargo após apenas 34 dias, o mandato mais curto da história de Roraima -, classificou sua saída como resultado de "uma força alheia e contrária aos 163 mil votos depositados nas urnas em 2022".

Na Assembleia Legislativa, o deputado Jorge Everton, que assumiu a presidência da Casa no lugar de Sampaio, afastou a ideia de crise institucional. "É o cumprimento da Constituição", afirmou, mostrando sintonia com o novo governador interino.

O cenário político de Roraima entra agora em um período de intensa movimentação, com a perspectiva de duas eleições estaduais ainda em 2025 e um processo de transição que promete manter a estabilidade administrativa do estado.

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