Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação

Sensores de radar para sistemas de frenagem automática serão obrigatórios em todos os carros fabricados no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2029. A tecnologia, chamada Adas (Advanced Driver Assistance Systems), visa reforçar a segurança veicular com recursos como frenagem autônoma e assistência de permanência em faixa.

A obrigatoriedade do Adas atende a uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), órgão vinculado ao Ministério dos Transportes. O desenvolvimento nacional do sistema está sendo realizado no Senai Park de Suape, em Pernambuco, com um investimento de R$ 44 milhões.

A iniciativa conta com a participação de instituições como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade de Brasília (UnB), a Volkswagen e a Stellantis. O objetivo é diminuir a dependência tecnológica externa e aumentar a competitividade da indústria automotiva local.

Mais segurança

O diretor de Inovação e Tecnologia do Senai-PE, Oziel Alves, explicou que os sensores de radar, em conjunto com câmeras, detectarão obstáculos e outros veículos em diferentes distâncias.

Ele detalhou que o radar mede a distância e a velocidade, enquanto a câmera identifica o tipo de objeto. Essa integração permite avaliar o risco de colisão e acionar a frenagem automaticamente. O processo é conhecido como "percepção e fusão sensorial".

No Senai Park, desenvolvedores utilizam inteligência artificial e gêmeos digitais para acelerar testes e validações, sem depender exclusivamente de protótipos físicos.

Detran-RR prorroga validade de CNH e ACC vencidas em Roraima até setembro de 2026

"Aumenta a confiabilidade do sistema, pois combina diferentes perspectivas para melhorar a percepção do ambiente e reduzir erros", disse uma fala atribuída à Divulgação Alves.

Voltar ao início.

Menos dependência externa

O desenvolvimento local de tecnologias como o radar proposto visa ampliar o know-how brasileiro em áreas críticas.

"Ao desenvolver localmente soluções como o radar proposto neste projeto, o Brasil amplia seu know-how (saber como fazer, em inglês) em tecnologias críticas, forma profissionais especializados e cria uma base de engenharia mais madura", avaliou Alves.

Segundo o diretor, a iniciativa promove "maior autonomia para desenvolvimento, redução gradual dos custos associados à importação e aumento da competitividade das montadoras e fornecedores locais".

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, classificou a iniciativa como "soma de esforços da indústria automobilística".

A diretora regional do Senai PE, Camila Barreto, descreveu o esforço para diminuir a dependência externa como "tropicalizar tecnologias".

"Temos um parque tecnológico, o Senai Park, para implantar todos esses projetos. É lá que a bateria de lítio vai ser desenvolvida", disse ela.

Voltar ao início.

Comentários (0)

Entre na sua conta para comentar.

Entrar

Carregando comentários…