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A rede estadual de saúde mental registrou 9.804 atendimentos entre janeiro e julho de 2026. O número reúne os serviços prestados pelo Caps AD III (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas), Caps III (Centro de Atenção Psicossocial Edna Macellaro Marques de Souza) e pela Policlínica Coronel Mota, com atuação de profissionais das áreas de psiquiatria e psicologia.

Os serviços integram a Rede de Atenção Psicossocial (Raps), que organiza o atendimento às pessoas com transtornos mentais e àquelas com necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas. A rede segue as diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental e da reforma psiquiátrica, com prioridade para o acolhimento e a preservação dos vínculos familiares e sociais.

Em 2025, as três unidades registraram 19.763 atendimentos ao longo do ano. A estrutura estadual conta com diferentes pontos de atenção, de acordo com a necessidade apresentada pelo paciente, desde o acompanhamento na Atenção Básica até os serviços especializados e o atendimento de urgência e emergência.

"A Raps conta com os leitos de saúde mental que funcionam nos hospitais gerais. São pontos de atenção que oferecem suporte a urgência e emergência. E vale destacar que nem toda vez a pessoa vai ser internada, e quando ocorre a internação, será de curta duração para a estabilização do quadro", explicou Sofia Lima, diretora do Departamento de Política de Saúde Mental.

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A Reforma Psiquiátrica brasileira foi instituída pela Lei nº 10.216, de 2001, que estabelece a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e prioriza o atendimento em serviços comunitários. A proposta substitui o isolamento como eixo do cuidado por uma assistência que preserve a convivência familiar e social e ofereça acompanhamento especializado.

Atendimento especializado

Dentro da Raps, os Caps oferecem acompanhamento multiprofissional, acolhimento, atendimentos individuais e em grupo, atividades terapêuticas e estratégias de reinserção social, conforme as necessidades de cada paciente. O Caps III atende pessoas com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes, com acompanhamento contínuo e cuidado de maior intensidade. Já o Caps AD III é destinado a pessoas que apresentam necessidades relacionadas ao uso de álcool e outras drogas, com atendimento especializado e acolhimento para situações que exigem maior suporte.

A Policlínica Coronel Mota também integra a rede de atenção especializada e contribui para o acompanhamento de pacientes com transtornos mentais, conforme a necessidade de cada caso. A porta de entrada preferencial da Raps é a Atenção Básica, por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nessas unidades, são acompanhados casos de adoecimento mental leve e moderado, com atendimento psicológico e acompanhamento pela equipe de saúde.

Quando há necessidade de cuidado especializado, os pacientes podem ser encaminhados para os Caps. A rede conta com Caps I, II e III para pessoas com transtornos mentais graves e persistentes, além do Caps AD III, destinado ao atendimento relacionado ao uso de álcool e outras drogas. No Caps III, o acompanhamento é organizado por meio do PTS (Projeto Terapêutico Singular), elaborado junto com o paciente e a família. Em situações de emergência, como surtos psicóticos, tentativas de suicídio ou crises relacionadas à abstinência, o paciente deve ser encaminhado ao HGR (Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento), que conta com atendimento psiquiátrico 24 horas. A organização dos serviços permite que o paciente seja acompanhado de acordo com o nível de atenção necessário, com articulação entre Atenção Básica, serviços especializados e atendimento hospitalar. O objetivo é garantir continuidade ao cuidado e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde mental.

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