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O Governo de Roraima iniciou, nesta terça-feira (25), a limpeza da área externa do Matadouro e Frigorífico Industrial de Roraima (Mafir) A ação é um passo inicial para avaliar a retomada das atividades do espaço, localizado na zona rural de Boa Vista, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP).

Equipes trabalham na retirada de galhadas, entulhos e outros materiais acumulados na área externa do Mafir, que ficou desativado por anos. O serviço, realizado com máquinas, deve ser concluído ainda nesta semana.

A iniciativa ocorre após o governo anunciar, no início de agosto, um estudo de viabilidade para reativar o frigorífico. O trabalho é conduzido pela Companhia de Desenvolvimento de Roraima (Codesaima) e considera a possibilidade de uma PPP para modernizar a estrutura.

O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva da carne em Roraima, especialmente para pequenos e médios produtores. Segundo o presidente da Codesaima, Sidnei Camacho, a limpeza é a primeira ação prática do planejamento de retomada.

Estudo de viabilidade

A Codesaima pretende concluir em setembro o estudo de viabilidade técnica, econômica, ambiental e operacional do Mafir. A análise indicará as condições e os investimentos necessários para recuperar e modernizar o frigorífico.

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Para o mesmo período, está prevista a apresentação à Assembleia Legislativa de Roraima de um projeto de lei que trata da implantação da PPP. A proposta avalia a participação da iniciativa privada nos investimentos para a recuperação e modernização da estrutura.

A Codesaima também firmou termos de cooperação com cooperativas do setor produtivo para subsidiar o estudo, definindo ações e avaliando impactos da reativação.

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Histórico do Mafir

Criado em 1982, quando Roraima era Território Federal, o Mafir foi construído em uma área de aproximadamente 20 hectares na zona rural de Boa Vista, próximo à Vicinal Água Boa. As atividades foram interrompidas em 2018 e encerradas oficialmente em 2020.

Por décadas, o espaço administrado pela Codesaima foi um dos principais locais de abate do Estado com inspeção federal, atendendo à pecuária roraimense. A estrutura contava com 19 currais, sete câmaras frigoríficas, setor de abate, áreas de processamento de subprodutos e instalações administrativas.

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