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O Governo de Roraima registrou uma queda de 49% nos pontos críticos causados pelas chuvas dos últimos dois meses. O boletim mais recente da Operação Apoio Imediato indica 37 áreas de risco em 12 municípios, um recuo significativo em relação aos 71 pontos críticos observados em meados de junho. Apesar da melhora, 12 bloqueios totais e nove parciais ainda afetam rodovias, vicinais, rios, pontes, bueiros e comunidades indígenas no estado.
O documento foi elaborado pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDEC), ligada ao Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR). O comandante-geral da corporação, coronel Anderson Carvalho de Matos, destacou a redução dos transtornos.
"As chuvas têm amenizado, mas estamos tendo ainda alguns episódios de necessidade de baldeação em alguns pontos. Temos pontos de bloqueio total ou parcial de estradas e algumas comunidades ainda isoladas nos municípios de Uiramutã, Normandia e Bonfim, que precisam de uma atenção especial do Governo, que coordena a operação. O nosso apoio é justamente para minimizar e mitigar os impactos dessas chuvas para toda a população", afirmou Matos.
As fortes chuvas afetaram diretamente cerca de 38.131 pessoas. Uiramutã é o município mais atingido, com 17.154 pessoas impactadas e a estrada RR-171 com acesso comprometido. Em Normandia, 16.323 pessoas foram afetadas e a BR-401 apresenta bloqueio parcial. Em Bonfim, cinco comunidades indígenas seguem isoladas após a destruição de uma ponte na região do Jacamim.
Até o momento, 11 municípios decretaram situação de emergência. Desses, Bonfim, Uiramutã, São Luiz do Anauá, Alto Alegre, Mucajaí e Normandia já tiveram o status reconhecido pelo Governo Federal. Rorainópolis, Amajari, Caracaraí, Iracema e Caroebe aguardam o reconhecimento nacional.
Desde o início da Operação Apoio Imediato, em 30 de maio, estima-se que 18.026 pessoas foram diretamente auxiliadas. As ações já distribuíram 3.715 cestas básicas, 230 filtros ecológicos, 10.620 litros de água potável e 513 conjuntos de rede e mosquiteiro. Além disso, 2.246 pessoas precisaram de baldeação em pontos de bloqueio total.
O trabalho conta com o apoio de diversas secretarias estaduais.
"São várias secretarias que participam. Inclusive nós temos 21 viaturas de outras secretarias que foram cedidas para a operação, inclusive com motoristas, para que a gente faça o trabalho de assistência, de apoio, de socorro a toda a população, além do helicóptero cedido pela Casa Militar, que tem sido muito bem utilizado pela operação", informou a corporação.
Os níveis dos rios Branco e Cotingo apresentam tendência de queda, segundo dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). O rio Branco, na Estação de Boa Vista, registrou 4,38 metros, abaixo da média mensal de 5,34 metros. Em Caracaraí, a cota foi de 5,40 metros. No rio Cotingo, em Uiramutã, o nível está em 2,18 metros, inferior à média de 2,97 metros.
Os acumulados pluviométricos dos últimos 35 dias mostram que Boa Vista registrou 389,23 mm na Estação Olímpico e 445,09 mm na Estação Paraviana, ambos acima da normal climatológica. Pacaraima acumulou 472,2 mm e Caracaraí, 437,8 mm.
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