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O PT oficializou neste sábado, 16 de março, a candidatura da professora Antônia Pedrosa ao Governo de Roraima nas eleições suplementares marcadas para 21 de junho. A federação formada por PT, PV e PCdoB realizou convenção na sede do partido em Boa Vista, capital do estado fronteiriço com Venezuela e Guiana, e confirmou o artista plástico e liderança indígena Bartô Macuxi, do PSOL, como candidato a vice-governador na chapa. A Federação PSOL-Rede também apoia a candidatura no estado.

Antônia Pedrosa é professora concursada das redes estadual e municipal de ensino em Roraima. Natural de Boa Vista, ela tem 47 anos e apresenta um discurso de campanha voltado para áreas sociais, com ênfase na defesa da educação pública, no combate à violência contra mulheres, crianças e adolescentes e na valorização dos trabalhadores da educação. A candidata afirmou durante o evento de convenção que pretende priorizar políticas públicas de inclusão social e melhoria da qualidade de vida da população roraimense.

Trajetória acadêmica e sindical.

Formada em Pedagogia, Antônia Pedrosa é mestre em Educação pela Universidade Federal de Roraima, a UFRR. Sua trajetória profissional e política está ligada ao movimento sindical e a pautas sociais, com atuação reconhecida em defesa da educação, dos direitos das mulheres e da população negra. Como professora concursada, ela conhece de perto os desafios da rede pública de ensino no estado, que possui 15 municípios e enfrenta questões específicas de infraestrutura e acesso em regiões de fronteira.

O candidato a vice-governador na chapa, Bartô Macuxi, é artista plástico e indígena roraimense. Ele já disputou o Senado Federal em eleições anteriores, trazendo para a composição da chapa a representação dos povos originários e a pauta indígena, tema sensível em Roraima, estado com significativa população de comunidades tradicionais. A parceria entre PT e PSOL na formação da chapa amplia a base de apoio da candidatura no espectro político de esquerda.

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Contexto da eleição suplementar.

A eleição suplementar para governador de Roraima foi convocada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, que cassou o mandato do então governador eleito. O pleito de 21 de junho definirá o comando do Executivo estadual para o restante do mandato, em um processo eleitoral independente das eleições gerais de outubro, quando serão escolhidos presidente, senadores, deputados federais e estaduais para novos mandatos.

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A candidatura de Antônia Pedrosa amplia o quadro de concorrentes na disputa suplementar. A professora entra na campanha com a proposta de uma gestão focada em políticas sociais e educacionais, buscando diferenciar-se de outros postulantes ao Palácio Senador Hélio Campos, sede do governo estadual em Boa Vista. A chapa terá pouco mais de três meses para estruturar campanha e apresentar suas propostas aos eleitores roraimenses.

A realização da convenção na sede do PT em Boa Vista reuniu militantes, simpatizantes e representantes das legendas que compõem a federação. O ato marcou o início formal da campanha da chapa, que agora precisa registrar a candidatura junto à Justiça Eleitoral e cumprir todos os requisitos legais para disputar as eleições de junho. Roraima tem pouco mais de 650 mil habitantes e eleitorado distribuído principalmente na capital e em municípios como Rorainópolis, Caracaraí e Pacaraima.

O processo eleitoral suplementar ocorre em um contexto político estadual marcado pela cassação do mandato anterior e pela necessidade de estabilidade na administração pública. A chapa de esquerda liderada por Antônia Pedrosa e Bartô Macuxi busca apresentar uma alternativa de governo com foco nas áreas sociais, educação e direitos humanos, temas que a candidata defende em sua trajetória profissional e militante.

A campanha eleitoral para a suplementar de Roraima segue as regras do calendário eleitoral determinado pelo TSE, com direito a horário político gratuito no rádio e na televisão, além de possibilidade de realização de comícios e eventos de rua. A proximidade do pleito, marcado para menos de cem dias da convenção, exige agilidade na estruturação de comitês, definição de estratégias e mobilização de apoiadores em todo o território estadual.

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