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A Escola Municipal Martinha Thury Vieira realizou nesta sexta-feira (22/5) uma palestra sobre prevenção de violências contra crianças e adolescentes. A ação faz parte do projeto.Girassóis Protetores, Nenhuma Criança Sozinha desenvolvido pela própria unidade de ensino em Boa Vista.
A advogada Andreia Vallandro, especialista em Direito de Família e Sucessões, ministrou o encontro para estudantes do 2º ao 4º ano. A atividade integra a Campanha Maio Laranja, iniciativa nacional contra abuso e exploração sexual infantil.
"O conhecimento é o que vai garantir a proteção integral dessas crianças. Por isso, esse trabalho precisa acontecer durante o ano inteiro, e não apenas no Maio Laranja. Muitas vezes, a escola é o lugar onde a criança se sente mais segura para falar sobre situações de violência", Andreia.
Abordagem adaptada por idade
A palestra tratou de bullying, cyberbullying, abuso sexual infantil, segurança corporal, trabalho infantil e canais de denúncia. Vallandro defendeu a necessidade de adaptar o conteúdo conforme a faixa etária dos alunos, mantendo o foco no fortalecimento da proteção.
"A criança está em fase de construção e é justamente nesse momento que precisamos trazer informação e promover a conscientização. O bullying pode deixar sequelas emocionais muito grandes e, muitas vezes, é também um sinal de alerta de que aquela criança está vivendo algum sofrimento", a especialista.
Estudantes que participaram da atividade aprovaram a iniciativa. Mariane Silva, de 10 anos, disse que.
"Gostei muito das dicas. É importante que a gente, como criança, saiba se proteger e se cuidar. Aprendi que é necessário ter sempre um adulto de confiança por perto"
Vítor Rodrigo, de 9 anos, também compartilhou seu aprendizado: "O que aprendi hoje é que adulto não pode tocar em criança"
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Projeto envolve toda comunidade escolar
O Girassóis Protetores está alinhado às competências gerais 8 e 9 da Base Nacional Comum Curricular, ao Estatuto da Criança e do Adolescente, à Lei do Bullying (13.185/2015) e à Lei 14.811/2024. A iniciativa envolve alunos, professores e famílias.
Uma das responsáveis pelo projeto é a professora Marcela Saramela, autora de obras literárias sobre a temática, como "Marcelina e o Girassol". Ela também apresentou recentemente o tema na obra "
Altos Estudos em Educação", destacando o Programa de Combate Permanente ao Bullying, Bullying Não é Brincadeira.
"O projeto envolve toda a escola. Professores, funcionários, famílias e alunos participam de uma rede de cuidado que transforma o espaço escolar em um ambiente de acolhimento e vigilância afetiva. A ideia é mostrar que todos têm responsabilidade na prevenção e no combate às violências. O projeto cria uma cultura coletiva de proteção, na qual cada criança aprende que não está sozinha e que pode contar com a comunidade escolar para florescer", Saramela.
A educadora acrescentou que.
"O projeto envolve toda a escola. Professores, funcionários, famílias e alunos participam de uma rede de cuidado que transforma o espaço escolar em um ambiente de acolhimento e vigilância afetiva. A ideia é mostrar que todos têm responsabilidade na prevenção e no combate às violências. O projeto cria uma cultura coletiva de proteção, na qual cada criança aprende que não está sozinha e que pode contar com a comunidade escolar para florescer"
Marcela Saramela também enfatizou o compromisso ético da abordagem direta com as crianças.
"Falar sobre bullying, violência digital e proteção infantil diretamente com as crianças não é apenas uma escolha pedagógica. Para mim, é um compromisso ético. Quando uma criança sente que pode confiar no adulto, ela denuncia, pede ajuda, acolhe o colega e se recusa a participar de situações de agressão", declarou.
"Falar sobre bullying, violência digital e proteção infantil diretamente com as crianças não é apenas uma escolha pedagógica. Para mim, é um compromisso ético. Quando uma criança sente que pode confiar no adulto, ela denuncia, pede ajuda, acolhe o colega e se recusa a participar de situações de agressão", a professora.
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