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A Polícia Civil de Roraima concluiu nesta quarta-feira, 6 de novembro, a investigação de um caso de injúria racial e intolerância religiosa em uma escola estadual de Boa Vista. Dois adolescentes foram identificados como responsáveis por ataques discriminatórios contra um estudante de 17 anos.

Perseguição sistemática na escola

De acordo com o delegado Leonardo Strunz, da Delegacia de Defesa da Infância e Juventude (DDIJ), a vítima vinha sofrendo perseguições desde junho deste ano. As agressões verbais e psicológicas se intensificaram em outubro, configurando claramente injúria racial com motivação religiosa.

"Não se tratava de um episódio isolado", afirmou Strunz.

"Reunimos depoimentos testemunhais contundentes, relatórios pedagógicos, atas escolares e registros formais que comprovaram um histórico contínuo de bullying e discriminação."

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Ataques durante intervalo escolar

As investigações apontam que no dia 10 de outubro, durante o intervalo na Escola Estadual do bairro Jóquei Clube, os adolescentes chamaram a vítima de termos pejorativos como "Zé Pilintra" e "Anticristo". O objetivo era ridicularizar publicamente sua crença religiosa de matriz africana.

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O delegado destacou que a vítima estava emocionalmente abalada e já havia solicitado providências à escola por não suportar mais as agressões. O histórico disciplinar dos investigados, especialmente de um dos adolescentes, apontava para práticas recorrentes de indisciplina grave na unidade de ensino.

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Medidas administrativas e conclusão do caso

A escola adotou medidas administrativas incluindo mediações e transferência compulsória dos autores, colaborando integralmente com a Polícia Civil durante toda a apuração. Com base na lei que equipara a injúria racial ao crime de racismo, tornando-a imprescritível e inafiançável, o procedimento foi concluído.

O Ministério Público de Roraima agora deve analisar as medidas socioeducativas cabíveis. "O ambiente escolar deve ser protegido como espaço de formação, respeito e diversidade", reforçou Strunz.

"Crimes dessa natureza exigem resposta imediata, não apenas para punir, mas para educar e impedir que práticas discriminatórias se perpetuem."

A investigação teve início após formalização de denúncia pela família da vítima em outubro, após meses de violência psicológica no ambiente escolar.

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