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A Polícia Militar de Roraima (PMRR) lançou a Operação Escudo Capital, uma ação itinerante focada no combate a facções criminosas em Boa Vista. A operação, com duração de 96 horas ininterruptas, iniciou na quinta-feira (16) e visa reforçar o policiamento em áreas com altos índices de criminalidade, conforme dados estatísticos.
A comandante-geral da PMRR, coronel Valdeane Alves, explicou que a operação se baseia em um "mapa de calor" para identificar os pontos vulneráveis e as frentes onde o enfrentamento à segurança pública precisa ser mais efetivo. Os primeiros bairros a receberem a ação são Treze de Setembro, Calungá, Centro e São Vicente.
A iniciativa busca formar um “grande escudo” contra o crime organizado.
Foco no crime organizado
Segundo a comandante, as áreas priorizadas registram forte atuação de facções que buscam controle territorial e capitalização. A operação conta com a colaboração de órgãos de inteligência e outras instituições, como a Polícia Civil de Roraima, a Polícia Federal, o Ministério Público de Roraima e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Ação itinerante e viés comunitário
A Operação Escudo Capital avançará por novos bairros de Boa Vista a partir da próxima semana, com base em novas análises estatísticas. Além da repressão, a coronel destacou o viés comunitário da operação, com visitas a comerciantes, escolas e lideranças locais. A Patrulha Maria da Penha também atua no acompanhamento de vítimas de violência doméstica e na verificação de medidas protetivas.
“O crime acontece dentro da comunidade, e ninguém melhor para saber o que está acontecendo do que quem mora ali”, disse Valdeane Alves, enfatizando a importância da colaboração popular para a segurança.
As investigações começaram em abril, após denúncias de duas adolescentes. Até o momento, 11 vítimas foram identificadas, todas do sexo feminino e com idade a partir de 12 anos. O caso é conduzido pela Polícia Civil de Roraima, com apoio do Departamento de Inteligência da Sesp. O casal teria fugido para Manaus (AM), e as autoridades locais pediram apoio às polícias do Amazonas para localizá-los. A igreja fundada pelos investigados em Roraima foi fechada.
A Sesp pede a colaboração da população para encontrar os suspeitos.
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