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O Ministério Público de Roraima (MPRR) denunciou 22 pessoas, sendo 17 mulheres e 5 homens, por integrarem a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação é resultado da Operação Virago, deflagrada em abril, que desvendou uma estrutura hierarquizada com foco no chamado “Setor da Feminina”.
A denúncia, apresentada nesta quinta-feira (28/5) pela Promotoria de Justiça Especializada em Crimes de Tráfico de Drogas e Decorrentes de Organização Criminosa, aponta que as mulheres desempenhavam funções de alta relevância e responsabilidade.
Entre as denunciadas com papel de destaque na Organização Criminosa em Roraima está B. S, conhecida como “Perigosa”. Ela era responsável pela coordenação interna de integrantes presos ou afastados das atividades do grupo e servia como referência para novos membros. A mulher também é investigada pela Delegacia de Homicídios por suposta participação em execuções de ex-membros da facção.
Outro nome mencionado na denúncia do MPRR é V. S, o “John Wick”, apontado como “Geral da Aviação”. Sua função envolvia o gerenciamento de pontos de venda de drogas e a expansão territorial da facção. Segundo a investigação, ele participava ativamente de grupos de comunicação para coordenar atividades ilícitas e discutiu a abertura de novos pontos de tráfico no interior do estado.
As investigações também revelaram a atuação de membros do setor disciplinar da facção. Entre elas, A. J, conhecida como rhyanna, foi apontada como “Disciplina da Regional Norte”. Sua função incluía o monitoramento de integrantes, a aplicação das regras internas da organização e a participação em conferências estratégicas.
Estrutura da facção
O Promotor de Justiça Carlos Alberto Melotto afirmou que o grupo apresentou um modelo de organização estruturado, com funções bem definidas.
“As investigações evidenciaram uma estrutura criminosa organizada, com divisão clara de funções e utilização de ferramentas tecnológicas para manter a comunicação e o alinhamento entre os integrantes, o que demonstra o elevado grau de organização e permanência do grupo criminoso”, declarou.
O MPRR pede a condenação dos investigados pelos crimes de integrar organização criminosa armada, conforme a Lei nº 12.850/2013. Parte dos denunciados também responderá por tráfico de drogas.
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