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O Ministério Público Eleitoral de Roraima entrou com ação pedindo a cassação dos mandatos do prefeito e vice-prefeito de Alto Alegre. A medida atinge o prefeito Wagner Nunes (Republicanos) e seu vice Diogo Coelho (PSD), eleitos em suplementares realizadas em 2024.

Abuso de poder político e econômico

O MP aponta que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. Entre as irregularidades identificadas estão compra de votos, contratações irregulares e uso de obras públicas com caráter eleitoreiro.

A investigação identificou que a campanha contou com a compra de votos, fato comprovado pela Operação Voto Limpo da Polícia Federal. A PF desarticulou uma organização criminosa envolvida na prática.

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Obras públicas sem licitação

Outro ponto destacado pelo Ministério Público foi a realização de obras de asfaltamento e recapeamento em diversas ruas, bairros e na Vila São Silvestre. As intervenções foram feitas sem processo licitatório adequado e com apoio do Governo do Estado.

As obras foram executadas às vésperas do período eleitoral, configurando claro caráter eleitoreiro. O MP considera que houve uso indevido da máquina pública para beneficiar os candidatos.

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Contratações irregulares e perseguição

A ação também aponta exoneração de servidores temporários e comissionados por motivos de perseguição e coação política. Paralelamente, houve contratação de servidores terceirizados pela empresa Alicerce Construções e Serviços LTDA.

A mesma empresa recebeu contratos no valor superior a R$ 48 milhões nas vésperas do período vedado, sem observância dos princípios legais. As contratações teriam caráter eleitoral evidente.

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Pesquisa irregular e transferência de eleitores

O Ministério Público considerou abuso de poder político a elaboração e divulgação de pesquisa eleitoral irregular, sem registro na Justiça Eleitoral. A pesquisa foi divulgada nas vésperas da eleição com caráter indutivo.

Por fim, a ação menciona a transferência ilegal de domicílio eleitoral de quase dois mil eleitores para votarem nos candidatos investigados. A prática configuraria tentativa de manipulação do resultado das urnas.

Além da cassação dos diplomas, o MP pede a inelegibilidade dos políticos por oito anos e aplicação de multa. O caso segue agora para análise da Justiça Eleitoral.

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