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A Mostra e Exposição de Trabalhos “Além do Olhar” apresentou nesta quinta-feira (10/9) as produções de 68 alunos e usuários de instituições roraimenses. O evento reuniu 18 projetos desenvolvidos ao longo do semestre em atividades do Centro de Atendimento Especializado de Boa Vista (CAE/BV) e da Unidade de Capacitação e Produção (UCP).
A exposição, realizada em ação conjunta da Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes) Secretaria de Educação e Desporto (Seed) e Secretaria de Saúde (Sesau) exibiu pinturas em tela, projetos de robótica, atividades pedagógicas e produções de oficinas como panificação, horta sensorial, tapeçaria, marcenaria, multiateliê e customização.
Projetos desenvolvidos com a participação das famílias na UCP também foram apresentados. As atividades visam o desenvolvimento de habilidades e, em alguns casos, podem gerar oportunidades de renda.
Milva Monago, gestora do Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência (CIAPD) ressaltou a importância da mostra para a participação ativa dos alunos e usuários.
“A importância da Mostra Além do Olhar para os nossos alunos e usuários é a participação ativa deles como integrantes de um processo evolutivo, de um processo de inclusão das famílias deles, tanto no Centro quanto na sociedade”, afirmou.
Ângelo Freire, gestor do CAE/BV, explicou que os trabalhos são resultado das atividades semestrais, desenvolvidas em atendimentos individualizados e adaptados.
“Hoje é a combinação de tudo isso. São os jogos, as artes visuais, as imagens e fotos da exposição das atividades. Da UCP são atividades produtivas já concretas, o resultado desse trabalho ao longo do semestre”, disse.
Freire também destacou a prestação de contas à comunidade.
“A importância para a comunidade é a nossa prestação de conta, é dizer assim: olha, o trabalho está sendo feito, está sendo feito com qualidade, as famílias estão gostando do trabalho e o resultado está aí em nossa volta”, completou.
Talentos em destaque
Eduardo Marques Xavier, participante da oficina de panificação, viu a exposição como uma conquista.
“Por estar na mostra, a gente se sente até gratificado, porque estar mostrando alguma coisa que a gente fez é um meio de a gente ficar feliz por aquilo que a gente fez, a segunda parte da conquista”, relatou.
Ele também mencionou que a panificação é seu meio de desestressar.
Idalece Sampaio, mãe de um usuário do CIAPD, observou mudanças significativas na interação e autonomia do filho. Antes retraído, ele agora pratica natação e educação física e se sente mais à vontade em atividades coletivas.
“Antes ele não gostava muito de interagir. Hoje ele já gosta, ele já gosta de estar incluso nessas coisas. Antes, com a maior dificuldade do mundo era eu sair com ele para um evento assim. Hoje ele se sente super bem, fica à vontade”, contou.
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