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O cinema roraimense ganha destaque no Mormaço Cultural com a realização da 3ª Mostra TAMOAKI de Cinema. O evento, que ocorre entre os dias 9 e 13 de setembro, apresentará cinco curtas-metragens produzidos no estado, em sessões gratuitas na Sala Roraimeira, localizada no Teatro Municipal de Boa Vista, com início sempre às 20h.

A programação abrange diferentes gêneros e linguagens, incluindo animação, ficção e documentário. Os filmes abordam personagens, paisagens e questões intrinsecamente ligadas à realidade amazônica e roraimense, evidenciando a diversidade da produção audiovisual local.

A mostra inicia nesta quarta-feira (9/9) com a exibição de “Cadê a Água?”, de Luciano Alvarenga, e “Me Desculpe Se Você Não Sabe Interpretar”, de Hema Vieira. O primeiro curta aborda o desaparecimento da água na Amazônia, enquanto o segundo expõe as consequências do racismo no cotidiano.

Na sexta-feira (11/9), será exibida a animação "A Jornada de Kapoi", dirigida por Jama Wapichana. A obra é inspirada em cosmovisões e tradições indígenas da Associação Cultural Indígena Kapoi.

No sábado (12/9), o público assistirá a "No Limite do Lavrado", de Alex Pizano. O filme de ficção acompanha a luta pela sobrevivência de uma mulher após um grave acidente em uma região isolada de Roraima.

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Encerrando a mostra, no domingo (13/9), será exibido "A Pele do Ouro". O documentário, dirigido por Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, revisita memórias da protagonista sobre a experiência de mulheres no garimpo e a migração entre Venezuela e Amazônia brasileira.

Entenda

  • "Cadê a Água?", de Luciano Alvarenga, alerta sobre o uso indiscriminado dos recursos hídricos na Amazônia.
  • "Me Desculpe Se Você Não Sabe Interpretar", de Hema Vieira, aborda confronto após repercussão de publicações racistas.
  • "A Jornada de Kapoi", de Jama Wapichana, é uma animação inspirada em tradições indígenas.
  • "No Limite do Lavrado", de Alex Pizano, narra a sobrevivência de uma mulher após um acidente em área isolada de Roraima.
  • "A Pele do Ouro", de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo, aborda a experiência de mulheres no garimpo.

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Objetivo da Mostra TAMOAKI

Criada para ampliar a circulação e a visibilidade dos filmes feitos em Roraima, a TAMOAKI busca aproximar a produção audiovisual local do público do próprio estado.

Para o co-idealizador Elder Torres, a TAMOAKI também funciona como uma importante alavanca para os produtores audiovisuais de Roraima, que frequentemente encontram dificuldades para conseguir espaços de exibição e visibilidade para seus trabalhos.

Briglia complementa sobre a curadoria:

“É uma curadoria que mostra a diversidade do cinema feito em Roraima. São filmes muito diferentes, mas que têm em comum o fato de serem produzidos a partir daqui e de apresentarem diferentes formas de olhar para o nosso território e para as experiências amazônicas”

A mostra é uma realização da Platô Filmes, em parceria com a Associação Roraimense de Cinema (ARC), com apoio da Escola de Cinema e Comunicação da Amazônia (ECCA) e Tambaqui Cultural, e patrocínio da Prefeitura de Boa Vista, por meio da Fundação de Educação, Turismo, Esporte e Cultura (FETEC).

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