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O governo federal lançou neste domingo uma campanha nacional para eliminar a escala de trabalho 6x1 sem redução salarial. A iniciativa busca garantir mais tempo para a vida pessoal e familiar dos trabalhadores brasileiros.
Campanha "Mais tempo para viver"
Com o slogan "Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito"
, a campanha será veiculada em mídia digital, televisão, rádio, jornais e cinema. A proposta defende que jornadas mais equilibradas melhoram a qualidade de vida e a produtividade.
"Reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é valorizar o trabalho, mas também a vida além do trabalho", destacou a Secretaria de Comunicação da Presidência.
Projeto de lei em tramitação
No dia 14 de abril, o governo encaminhou ao Congresso um projeto que altera a CLT, reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A proposta garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.
O texto tramita com urgência constitucional e, na prática, coloca fim à escala 6x1. Estima-se que pelo menos 37 milhões de trabalhadores possam ser beneficiados com a mudança.
Comissão especial no Congresso
O Congresso instalou na quarta-feira uma comissão especial para analisar uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema. O colegiado tem 38 membros titulares e igual número de suplentes, com prazo de 40 sessões para emitir parecer.
A comissão analisará duas propostas: uma reduz a jornada para 36 horas semanais em dez anos, e outra estabelece escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas.
O deputado Alencar Santana (PT-SP) preside o colegiado, enquanto a relatoria ficará com Leo Prates (Republicanos-BA). As primeiras reuniões ocorrerão às terças e quartas-feiras.
Impacto na economia e produtividade
O governo defende que a redução da jornada dialoga com transformações recentes na economia, como avanço tecnológico e ganhos de produtividade. Segundo a proposta, jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos médicos e melhorar o desempenho profissional.
"Trabalhadores com mais tempo para descanso e convívio familiar apresentam menor rotatividade e maior engajamento", argumenta a proposta enviada ao Congresso.












