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A mais nova moda que domina as redes sociais tem um nome inusitado: fibremaxxing. A prática, que viralizou entre influenciadores de saúde, prega o aumento intencional do consumo de fibras alimentares com a promessa de melhorar o funcionamento intestinal, fortalecer a imunidade e até influenciar o humor.

Diferente de muitas tendências passageiras da internet, essa tem respaldo científico. O interesse crescente pelas fibras está diretamente ligado aos avanços nas pesquisas sobre a microbiota intestinal, os trilhões de microrganismos que habitam nosso intestino e desempenham funções vitais no organismo.

Ciência por trás da moda

Estudos mostram que a microbiota influencia não apenas a digestão, mas também o sistema imunológico, o metabolismo e processos inflamatórios. A alimentação surge como um dos principais fatores capazes de modular esse equilíbrio, com as fibras ocupando papel central.

Isso acontece porque as fibras funcionam como alimento para as bactérias benéficas do intestino. Ao serem fermentadas, elas produzem compostos como os ácidos graxos de cadeia curta, incluindo o butirato, substância associada à proteção da mucosa intestinal e à redução de inflamações.

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Intestino como centro da saúde

Esse mecanismo ajuda a explicar por que o intestino tem sido cada vez mais descrito como um "centro da saúde". Cerca de 70% das células do sistema imunológico estão localizadas nessa região, reforçando a ligação entre microbiota e defesa do organismo.

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Quando esse ecossistema está equilibrado, o corpo responde melhor a infecções e mantém processos inflamatórios sob controle. Quando há desequilíbrio, os impactos podem se refletir em diferentes sistemas do corpo.

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Benefícios vão além do intestino

Revisões científicas apontam que dietas ricas em fibras estão associadas à redução do risco de doenças cardiovasculares, melhora no controle da glicose e maior sensação de saciedade, fatores importantes na prevenção de obesidade e diabetes.

Além disso, as fibras contribuem para o funcionamento regular do intestino, ajudando a prevenir tanto a constipação quanto desconfortos digestivos mais frequentes.

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Cuidados necessários

Especialistas alertam, no entanto, que a tendência precisa ser interpretada com cautela. O aumento abrupto da ingestão de fibras, sem adaptação, pode provocar efeitos indesejados como gases, inchaço e desconforto abdominal.

A recomendação é que o consumo seja ampliado de forma gradual, sempre acompanhado de boa ingestão de água. Outro ponto importante é a variedade, as fibras não são todas iguais e desempenham funções diferentes no organismo.

As fibras solúveis, presentes em frutas e aveia, ajudam a formar uma espécie de gel no intestino, contribuindo para o controle da glicemia e do colesterol. Já as insolúveis, encontradas em vegetais e grãos integrais, atuam principalmente no trânsito intestinal.

No fim das contas, o que viralizou nas redes sociais tem base científica, mas não deve ser tratado como solução rápida. O consumo de fibras é essencial para a saúde, mas seus efeitos estão ligados à constância e ao equilíbrio alimentar, e não a excessos pontuais.

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