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O dólar fechou em alta leve nesta quarta-feira (6), interrompendo uma sequência de quedas consecutivas. A moeda norte-americana terminou o pregão cotada a R$ 4,9207, com valorização de 0,18%.
Apesar do resultado positivo no dia, o movimento foi limitado pela melhora do cenário externo e por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre negociações com o Irã, que aliviaram tensões geopolíticas.
Trajetória oscilante durante o pregão
A moeda chegou a operar em queda pela manhã, rompendo brevemente a barreira dos R$ 4,90. No entanto, reverteu o movimento e atingiu o pico do dia em R$ 4,9352 antes de perder força na reta final.
Analistas destacam que o Banco Central contribuiu para conter avanços mais expressivos com a realização de leilão de swaps cambiais reversos. A instituição mantém atuação para evitar volatilidade excessiva no câmbio.
Queda do petróleo e fluxo externo influenciam
Outro fator que pesou para o comportamento moderado do dólar foi a forte desvalorização nos preços do petróleo no mercado internacional. A commodity recuou após sinais de melhora nas condições de navegação no Estreito de Ormuz.
Dados do Banco Central mostram que o Brasil segue recebendo entrada expressiva de recursos externos, o que fortalece o real. Em abril, o fluxo positivo de capitais manteve o ritmo observado nos meses anteriores.
Real mantém trajetória de valorização no ano
Mesmo com a alta pontual desta quarta, o dólar acumula perdas significativas frente ao real em 2024. No ano, a desvalorização da moeda norte-americana já supera os 10%.
Na semana, a moeda ainda opera em terreno negativo, indicando que a tendência de fortalecimento do real permanece intacta. Especialistas apontam que o diferencial de juros brasileiro continua atraindo investidores estrangeiros.
"O real segue beneficiado pelo ambiente de fluxos externos positivos e pela política monetária"
, avalia um analista de câmbio. "Episódios pontuais podem causar ajustes, mas a tendência estrutural é de apreciação da moeda brasileira"
.
As perspectivas para as próximas sessões indicam que o dólar deve continuar encontrando resistência na faixa dos R$ 4,90 a R$ 4,95, com o real mantendo parte dos ganhos acumulados nos últimos meses.








