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O dólar fechou em queda nesta terça-feira (5), atingindo o menor patamar desde janeiro deste ano. A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 4,91, com desvalorização de 1,12% no dia.
A queda ocorre em meio a um cenário internacional menos tenso, com redução da aversão ao risco nos mercados globais. O real foi uma das moedas emergentes que mais se valorizou frente ao dólar nesta sessão.
Contexto internacional e impacto no Brasil
O movimento de baixa do dólar acompanha sinais de manutenção do cessar-fogo envolvendo o Irã, que acalmou os investidores. Na véspera, relatos de ataques a instalações petrolíferas nos Emirados Árabes Unidos haviam elevado as incertezas.
Com a melhora no ambiente externo, divisas de países emergentes ganharam força. O real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas do mercado.
Performance acumulada e fatores estruturais
No acumulado de maio, o dólar já registra queda de 0,82% frente ao real, após recuo de 4,36% em abril. Em 2026, a desvalorização da moeda norte-americana já supera os 10%.
Analistas apontam que a combinação de juros elevados no Brasil e melhora nos termos de troca tem favorecido a entrada de capital estrangeiro. Há também indicações de fluxo para a bolsa de valores e de recursos de exportadores sendo internalizados.
A queda nos preços do petróleo contribuiu para reduzir a pressão inflacionária global, embora a commodity siga em patamar elevado. Essa dinâmica pode beneficiar países exportadores como o Brasil.
Ao longo desta terça-feira, a cotação operou em baixa desde a abertura, chegando à mínima de R$ 4,9066 durante a sessão. O movimento reflete uma mudança no sentimento dos investidores após semanas de volatilidade.








