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A defesa da influenciadora Deolane Bezerra solicitou nesta sexta-feira (22/5) a substituição da prisão preventiva por domiciliar. Os advogados alegam inocência da cliente, presa na quinta-feira durante a Operação Vérnix da Polícia Civil de São Paulo.
Rogério Nunes, um dos seis profissionais que representam Deolane, confirmou o pedido de habeas corpus ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Em nota oficial, a defesa reforçou a posição.
"Ressaltamos a sua mais absoluta inocência, bem como, que os fatos serão devidamente esclarecidos por esta, em momento oportuno", diz o texto.
O documento ainda acrescenta que "Por hora e como o devido acatamento, consideramos desproporcionais as medidas firmadas em face de Deolane e esta banca de defesa seguirá cooperando tecnicamente com a Justiça para demonstrar a licitude de suas atividades na condição de advogada que é, confiando plenamente no discernimento, na razoabilidade e na imparcialidade do Poder Judiciário"
.
Investigação aponta movimentação milionária
A investigação que levou à prisão começou em 2019 com apreensão de bilhetes em uma penitenciária de Presidente Venceslau. O material teria revelado ordens internas do PCC e menções a ataques contra agentes públicos.
Segundo as autoridades, a análise conduziu até uma empresa de transporte suspeita de lavagem de dinheiro para a facção. Everton de Souza, conhecido como Player, é apontado como gestor indireto da transportadora Lado a Lado.
Os investigadores afirmam que Deolane teria movimentado milhões em nome do PCC, utilizando sua estrutura financeira para inserir recursos do crime no sistema formal.
"O crime deposita recursos na figura pública, os valores se misturam a outros com origem lícita e depois retornam ao crime organizado", declarou o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sergio Oliveira Costa.
A influenciadora também teria aberto 35 empresas no mesmo endereço residencial, todas consideradas fictícias pelas autoridades para dificultar o rastreamento dos valores.
Rogério Nunes informou que se deslocaria para o interior de São Paulo para acompanhar a transferência de Deolane à Penitenciária Feminina de Tupi Paulista.
A operação resultou em seis prisões preventivas, bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões, apreensão de 17 veículos e sequestro de quatro imóveis.
Histórico de prisão anterior
Deolane Bezerra já havia sido detida em setembro de 2024 durante a Operação Integration, uma ação conjunta da Polícia Civil de Recife e do Ministério Público. A investigação focava em jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
A influenciadora e sua mãe, Solange Alves, foram presas no bairro de Boa Viagem, mas liberadas após 20 dias quando as prisões preventivas foram revogadas.
Na ação desta quinta-feira, também foram presos Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder máximo do PCC, e parentes dele. Bruno Ferullo, que defende Marcola, contestou a alegação de que o cliente coordena a facção de dentro da cadeia.
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