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Um concurso realizado nesta sexta-feira (8) escolheu o casal real que comandará a quadrilha Conviver 2026 durante as festividades do Boa Vista Junina. A eleição envolveu crianças e adolescentes atendidos pelos Centros de Referência de Assistência Social da capital roraimense, com participação de sete unidades municipais. Os vencedores foram Victor Bras, de 14 anos, e Elloah Ferreira, de 10 anos, que agora liderarão o grupo folclórico nas apresentações culturais do arraial.

A iniciativa partiu da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, que coordena o projeto social que atende aproximadamente 948 jovens em Boa Vista. Além dos CRAS Centenário, Cauamé e Pintolândia mencionados no evento eleitoral, participam também as unidades de Nova Cidade e União. Os participantes recebem acompanhamento social regular, lanches e suporte específico para as atividades culturais desenvolvidas ao longo do ano.

Processo eleitoral e preparação cultural

Uma comissão julgadora formada por representantes de projetos sociais e da área cultural da secretaria avaliou os candidatos durante o concurso. Sabrina de Sá, coordenadora da SEMADS, explicou que a ação busca fortalecer o sentimento de pertencimento entre os jovens atendidos pelo serviço socioassistencial. Ela destacou a importância de aproximar as crianças da cultura popular regional através dessas atividades.

Trazer a quadrilha para dentro dos projetos sociais é importante para trabalhar socialização, integração e autoestima. É uma forma de aproximar as crianças da cultura popular e fortalecer o sentimento de participação.

Os preparativos para o Boa Vista Junina começaram há cerca de um mês, conforme revelou o socioeducador Lucas Sampaio, responsável pelos ensaios e pela condução da quadrilha. Os encontros semanais envolvem crianças dos diversos CRAS participantes e abordam diferentes aspectos artísticos.

A apresentação deste ano trabalhará temas como amizade e valores humanos através da linguagem folclórica tradicional. Os ensaios combinam elementos de dança típica com interpretação cênica, construção de personagens e integração entre os participantes das diferentes unidades do projeto.

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Estrutura da quadrilha e contexto estadual

A quadrilha Conviver 2026 contará com formação completa de 27 casais tradicionais, além do casal de noivos principal e da dupla real eleita. O grupo reúne integrantes dos sete CRAS participantes espalhados por diferentes regiões da capital roraimense. A proposta narrativa deste ano desenvolverá a história fictícia de uma cidade construída a partir dos sonhos e desafios enfrentados pelos personagens juvenis.

Roraima mantém forte tradição junina em seus 15 municípios, com festas que movimentam comunidades desde a fronteira com Venezuela até as regiões do lavrado. Boa Vista concentra algumas das maiores celebrações estaduais, atraindo público das cidades vizinhas como Caracaraí, Pacaraima e Normandia. A inclusão social através da cultura popular representa estratégia recorrente nas políticas públicas municipais.

Os vencedores expressaram entusiasmo com os resultados da eleição realizada nesta sexta-feira. Elloah Ferreira celebrou sua primeira participação no projeto com a conquista imediata do título real feminino. Victor Bras já possuía experiência anterior em danças folclóricas mas assumirá pela primeira vez a função específica de rei na quadrilha organizada.

Foi a primeira vez que participei da quadrilha e já consegui ganhar. Estou muito feliz.
Já dançava quadrilha antes, mas foi a primeira vez concorrendo como rei. Estou muito feliz por ter sido escolhido.

A programação integra ações desenvolvidas pela assistência social municipal para incentivar convivência comunitária, inclusão social e acesso à produção cultural entre crianças e adolescentes atendidos pelos serviços públicos. O modelo segue sendo expandido para outras atividades ao longo do ano letivo nas unidades dos CRAS distribuídos pela capital roraimense.

Além das apresentações juninas marcadas para o Boa Vista Junina oficial, os participantes desenvolvem habilidades sociais através do contato regular com expressões artísticas tradicionais do estado. A iniciativa demonstra como políticas públicas podem articular educação não formal com preservação do patrimônio cultural imaterial característico das festividades regionais.

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