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A cesta básica em Boa Vista registrou aumento de 4, 36% no mês de abril de 2026 em comparação com março, elevando o valor total para R$ 709, 68. Os dados revelam que oito dos doze produtos que compõem o conjunto de alimentos essenciais tiveram alta nos preços médios no período, com destaque para o tomate, que subiu 14, 41%. A banana apresentou aumento de 5, 98%, o mesmo percentual verificado no feijão carioca. O leite integral ficou 5, 09% mais caro, enquanto a manteiga aumentou 2, 41%, a carne bovina de primeira 1, 17%, o pão francês 0, 45% e o açúcar cristal 0, 26%.

Na contramão das altas, quatro produtos registraram queda nos preços entre março e abril. O óleo de soja ficou 3, 76% mais barato, a farinha de mandioca recuou 2, 03%, o arroz agulhinha diminuiu 1, 57% e o café em pó teve redução de 1, 24%. Essas variações mensais impactam diretamente o orçamento das famílias roraimenses, especialmente na capital, que concentra a maior parte da população do estado com seus mais de 400 mil habitantes.

Impacto no poder de compra do trabalhador

Com o salário mínimo vigente em abril de 2026 fixado em R$ 1.621, 00, o trabalhador de Boa Vista precisou trabalhar 96 horas e 19 minutos para adquirir a cesta básica completa. Esse tempo representa um aumento significativo em relação ao mês anterior, quando eram necessárias 92 horas e 17 minutos de trabalho. A comparação com abril de 2025 mostra uma melhora relativa, pois naquele período, com salário mínimo de R$ 1.518, 00, o tempo necessário chegava a 104 horas e 13 minutos.

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7, 5% da Previdência Social, o trabalhador comprometeu 47, 33% de sua renda para comprar a cesta básica em abril de 2026. Em março do mesmo ano, esse percentual correspondia a 45, 35% da renda líquida, enquanto em abril de 2025 alcançava 51, 21%. Esses números evidenciam a pressão inflacionária sobre os alimentos básicos e seu efeito no custo de vida na capital roraimense.

A variação acumulada ao longo do primeiro quadrimestre de 2026 mostra alta de 8, 82% no preço da cesta básica de Boa Vista. Nove produtos registraram aumento nesse período, com o tomate liderando mais uma vez, com elevação impressionante de 38, 04% desde o início do ano. A banana acumulou alta de 14, 79%, o feijão carioca subiu 10, 01%, o açúcar cristal aumentou 4, 37% e o leite integral ficou 3, 84% mais caro. A manteiga teve alta de 2, 65%, a carne bovina de primeira 1, 12%, o pão francês 1, 00% e o café em pó 0, 37%.

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Os produtos que apresentaram queda no acumulado do ano foram o óleo de soja, com redução de 10, 89%, o arroz agulhinha, que caiu 5, 17%, e a farinha de mandioca, com baixa de 3, 57%. Essas movimentações de preços refletem uma combinação de fatores que incluem condições climáticas, custos de produção, logística de distribuição e dinâmica de mercado específica para cada produto.

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Análise das variações em 12 meses

Na comparação dos últimos doze meses, o preço da cesta básica de Boa Vista registrou queda de 1, 31%. Cinco dos doze produtos apresentaram elevações nesse período mais extenso: o feijão carioca subiu 14, 37%, o café em pó aumentou 11, 43%, o tomate ficou 7, 19% mais caro, a carne bovina de primeira teve alta de 5, 57% e o pão francês aumentou 1, 28%. Esses dados mostram que, apesar da queda geral, alguns alimentos mantêm trajetória de valorização ao longo do ano.

Sete produtos registraram diminuição de preços nos últimos doze meses. O arroz agulhinha apresentou a queda mais expressiva, com redução de 30, 38%. A farinha de mandioca ficou 18, 47% mais barata, a banana recuou 18, 04%, o açúcar cristal diminuiu 9, 05%, a manteiga caiu 8, 24%, o óleo de soja teve baixa de 5, 36% e o leite integral recuou 0, 76%. Essas variações ajudam a compreender a dinâmica de preços dos alimentos básicos no médio prazo.

A composição da cesta básica monitorada inclui produtos essenciais para a alimentação das famílias roraimenses: arroz, feijão, carne, leite, manteiga, óleo, café, açúcar, pão, farinha de mandioca, tomate e banana. Esses itens representam a base da dieta local e seu monitoramento serve como importante termômetro para avaliar o custo de vida na região. Roraima, com seus quinze municípios e fronteira com Venezuela e Guiana, enfrenta desafios logísticos específicos que podem influenciar na formação de preços.

O aumento da cesta básica em Boa Vista ocorre em um contexto de ajustes econômicos e mudanças nos padrões de consumo. A capital, que concentra a maior parte das atividades comerciais do estado, serve como referência para os demais municípios roraimenses. As variações de preços observadas na cidade frequentemente se refletem, com algum deslocamento no tempo, em localidades como Rorainópolis, Caracaraí, Pacaraima e Bonfim.

O monitoramento regular dos preços dos alimentos básicos é fundamental para políticas públicas de segurança alimentar e programas sociais. Em um estado com características peculiares como Roraima, onde distâncias e condições de acesso variam significativamente entre as diferentes regiões, entender a dinâmica de preços na capital oferece insights valiosos para planejamento em nível estadual. A evolução desses indicadores ao longo dos próximos meses será acompanhada com atenção por consumidores, comerciantes e autoridades.

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