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A 24ª Corrida Internacional 9 de Julho, realizada em Boa Vista nesta quinta-feira (9/7), movimenta a economia local e impulsiona pequenos negócios. A prova, que celebra o aniversário da capital, atrai milhares de corredores e turistas, fortalecendo setores como alimentação, hotelaria, transporte, comércio e prestação de serviços.
Para muitos empreendedores, a corrida funciona como uma vitrine para apresentar produtos, conquistar novos clientes e aumentar a renda. O evento é aguardado durante todo o ano, com semanas de planejamento e produção reforçada de itens voltados ao público esportista.
Um negócio que nasceu nas corridas
A empresária Josy Medrado, fundadora da KiDelícia Dindin Gourmet, encontrou nas corridas de rua o ambiente ideal para transformar uma receita caseira em fonte de renda há nove anos. A Ki.
O sucesso da empresa permitiu a expansão do cardápio, com sabores como Coco, Mousse de Limão, Delícia de Abacaxi, Amendoim Cremoso, Ninho com Nutella, Chocolate Trufado, Pudim, Pistache e Morango com Nutella. Josy criou ainda uma linha Fitness, com opções como Whey Doce de Leite com Brownie e Whey Baunilha com Brownie, para atender atletas e consumidores que buscam um estilo de vida saudável.
O crescimento da empresa rendeu reconhecimento estadual. Josy foi uma das finalistas do Prêmio Sebrae Mulheres de Negócios em Roraima.
"Foi uma experiência de muito aprendizado. Tenho muito orgulho de ter participado. O prêmio contribuiu para meu crescimento como empresária e me mostrou que estamos no caminho certo", declarou.
Josy destaca o apoio familiar para o sucesso do empreendimento.
"Hoje meu marido é meu braço direito. Nós trabalhamos juntos e isso faz toda a diferença para que possamos atender nossos clientes com qualidade."
Para ela, participar da Corrida Internacional 9 de Julho é mais do que uma oportunidade de vender. "É um momento de reencontrar clientes, apresentar novidades e fazer parte de um evento que acompanhou toda a história da nossa empresa."
Empreendedorismo e esperança
Para a venezuelana Maria Gabriela Blanco, o empreendedorismo representou a possibilidade de reconstruir a vida após fugir da crise humanitária em seu país. Estudante de Engenharia Civil, ela chegou ao Brasil em 2017.
"Cheguei ao Brasil sem rede de apoio, sem falar português e sem saber por onde começar. Mas carregava comigo muita fé e a esperança de construir uma vida melhor", relatou.
Fazer brownies era um hobby na Venezuela, mas se tornou uma oportunidade de sobrevivência no Brasil. Após receber muitos "nãos" ao oferecer o produto, Maria não desistiu. Em 2018, decidiu permanecer em Boa Vista e criou o Brownie Beija Flor.
"Antes mesmo de saber exatamente o que eu iria vender, uma palavra ficou muito forte no meu coração: beija-flor. Eu me apaixonei pela sonoridade dessa palavra. Ela transmitia leveza, delicadeza e esperança. Escolhi esse nome como um ato de fé", explicou.
Enquanto trabalhava em dois empregos para custear os estudos, Maria produzia brownies artesanalmente nas horas vagas. A oportunidade de crescimento surgiu quando o proprietário de uma loja de açaí permitiu que ela expusesse seus produtos no balcão. A iniciativa inspirou a criação de uma linha Fitness, após Maria perceber que muitos corredores buscavam opções mais equilibradas de alimentação e que "muitas pessoas queriam comprar, mas não podiam por causa da diabetes ou de outras restrições alimentares. Isso me incomodava."
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