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A construção de uma reserva de emergência, um dos principais pilares da educação financeira, segue sendo um desafio para a maior parte dos brasileiros. No entanto, uma pesquisa realizada pela Serasa revela que essa dificuldade é ainda maior entre as mulheres. Enquanto 32% dos homens afirmam ter algum tipo de reserva, entre as mulheres, o índice cai para apenas 19%. A pesquisa ouviu 1.050 pessoas online em todo o Brasil, entre 5 e 18 de maio de 2026, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
O levantamento, realizado em parceria com o Instituto Opinion Box, também evidencia diferenças na rotina financeira de homens e mulheres. Apenas 17% das mulheres conseguem pagar todas as contas do mês e ainda formar uma reserva financeira enquanto entre os homens esse índice chega a 29%. Quando perguntados sobre suas principais preocupações financeiras, homens (43%) e mulheres (45%) apontam a quitação de dívidas atrasadas como a principal preocupação financeira.
Esse cenário também se reflete nos dados do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa. Segundo o levantamento mais recente, referente a maio de 2026, as mulheres representam 50,5% do total de consumidores inadimplentes no país. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a inadimplência feminina cresceu 9,2%, enquanto entre os homens o avanço foi de 7,8%.
Controlar os gastos nem sempre é suficiente
Apesar das disparidades, o levantamento mostra que mulheres e homens apresentam níveis semelhantes de acompanhamento financeiro no dia a dia, embora utilizem métodos diferentes para isso. Ao todo, 65% dos homens dizem controlar todos os gastos ou a maior parte deles, ante a 55% das mulheres. Para as mulheres, a renda insuficiente para cobrir as despesas é o principal entrave, citado por 30% delas, contra 22% dos homens.
Essa disciplina reduz a necessidade de recorrer ao crédito em momentos de emergência e fortalece a saúde financeira ao longo do tempo.
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