Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para a redação
O Boa Vista Junina 2026, considerado o Maior Arraial da Amazônia, encerrou neste sábado (20/6) sua programação de sete noites na Praça Fábio Marques Paracat, em Boa Vista. O evento celebrou a cultura popular roraimense com diversas atrações, incluindo o concurso de quadrilhas, shows musicais e a tradicional Maior Paçoca do Mundo.
Maior Paçoca do Mundo bate recorde
A Maior Paçoca do Mundo, símbolo da identidade gastronômica local, atingiu a marca de 1 tonelada e 593,5 quilos, superando seu próprio recorde anterior. Após a pesagem oficial, a iguaria salgada, preparada com carne seca, farinha, cebola e manteiga, foi distribuída gratuitamente para cerca de 10 mil pessoas.
Quadrilhas e segurança
O Concurso de Quadrilhas reuniu agremiações dos grupos Diamante, Especial e Acesso, com destaque para Eita Junino, Filhos de Macunaima e Joaninha Caipira, as campeãs de cada categoria. A segurança do evento foi reforçada com 473 agentes da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Superintendência Municipal de Trânsito, além de videomonitoramento em tempo real. Vanessa Uchoa, acompanhada do marido e do filho, elogiou a organização:
“Costumo vir para o arraial todos os anos. É um ambiente bem seguro e propício para eu trazer o meu filho para o primeiro Boa Vista Junina dele. Ele tem corrido, conhecido o ambiente e se divertido bastante”
Shows e serviços
Cerca de 40 atrações musicais animaram o público, incluindo artistas nacionais como Dorgival Dantas e a dupla sertaneja Marcos & Belutti. A Prefeitura de Boa Vista também ofereceu serviços gratuitos na Tenda da Saúde, com cerca de 1.200 doses de imunizantes aplicadas, além do Cantinho da Amamentação e Fraldário. Secretarias municipais de Trânsito, Educação, Administração e Gestão de Pessoas, Conservação Pública, Assistência Social e Segurança, EMHUR e AME BV também estiveram presentes.
Emprego e renda
O Boa Vista Junina gerou cerca de 1.500 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando a economia local. Para Edivanhe Neves, que trabalha como ambulante no evento há seis anos, a oportunidade é fundamental para o sustento familiar.
“É muito gratificante ter essa oportunidade de uma renda extra para a minha família. Trabalho aqui com meu esposo e conseguimos empregar mais três pessoas também”, relatou.
O evento, que celebra a tradição e a identidade cultural do Extremo Norte do Brasil, encerra com a sensação de missão cumprida, com o lema “Alavantu! Anarriê! E até 2027”.
Comentários (0)
Entre na sua conta para comentar.
EntrarCarregando comentários…














