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Vitória Barreto, que iniciou a carreira como fotógrafa, construiu sua trajetória no empreendedorismo buscando independência financeira e a oportunidade de desenvolver seus talentos. Formada em Publicidade, ela viu na área um leque de oportunidades para atuar em diferentes frentes.

“A publicidade é um leque de oportunidades que permite vender serviços para diferentes públicos. Empreender era praticamente o caminho necessário”, afirmou.

A publicitária ressaltou que a conexão com o empreendedorismo surgiu da busca por liberdade financeira combinada com a vontade de exercer talentos desde a juventude.

Da fotografia à comunicação política

Os primeiros passos no empreendedorismo foram dados com a fotografia, registrando eventos como aniversários e casamentos. Na época, o principal desafio era o investimento em equipamentos e a valorização dos profissionais.

“O principal desafio era o investimento em equipamentos. Não é novidade para ninguém o alto custo dos equipamentos e a falta de valorização dos profissionais”, relembrou.

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Após anos atuando na área, Vitória decidiu focar sua empresa na comunicação política, área que gerou novas oportunidades de crescimento profissional.

Dessa mudança nasceu a ‘Política com Farinha’, especializada em consultoria, produção audiovisual institucional e palestras, com clientes em diversos estados brasileiros. Apesar de não ter sofrido ataques verbais diretos relacionados à sua orientação sexual no ambiente profissional, Vitória Barreto relatou que o preconceito ainda se manifesta de outras formas, como “olhares tortos”.

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Representatividade e resiliência

Vitória Barreto também produziu um curta-metragem e um documentário voltados à comunidade LGBT+ em Roraima, buscando fortalecer a representatividade em um estado com forte influência conservadora. Ela se orgulha de sua carreira e de ter produzido esses projetos como uma mulher lésbica assumida.

“Sem papo de coach, a resiliência e a persistência nos levam a lugares inimagináveis. Me orgulho da minha carreira e de, sendo assumidamente lésbica, ter produzido um curta-metragem e um documentário roraimense que representam a comunidade LGBT+ e ajudam a fortalecer essa causa em um estado tão conservador”, destacou.

Para Vitória, dar visibilidade a histórias de empreendedores LGBTQIAPN+ durante o Dia do Orgulho é fundamental para romper preconceitos.

“Uma das maiores certezas que tenho sobre a sociedade é que as pessoas LGBT+ precisam se dedicar o dobro, estudar o dobro e ralar o dobro para conquistar espaço de destaque. Diminuir um profissional pela sexualidade mostra a pequeneza de humanidade de quem o faz. Pessoas são pessoas e pronto”, concluiu.

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