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O projeto Turistea, iniciativa da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR) voltada para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) conquistou o Prêmio Prata na categoria Diversidade, Equidade e Inclusão do ICRT-LATA Responsible Tourism Awards 2026. O anúncio foi feito durante a LATA Expo, realizada no Reino Unido.
A premiação internacional reconhece projetos de turismo acessível e responsável na América Latina. O Turistea, desenvolvido pelo Centro de Acolhimento ao Autista (Teamarr), foi destacado por criar experiências turísticas adaptadas e capacitar profissionais do setor para um atendimento mais inclusivo.
“Concorremos com diversos países e projetos da América Latina e conquistamos o segundo lugar. Somos prata no Prêmio de Turismo Responsável ICRT-LATA 2026. O Turistea prova que o turismo pode ser acessível, acolhedor e transformador para todos”, afirmou comemorou Jane Lira, coordenadora do Turistea.
Debbie Hindle, representante do Centro Internacional para o Turismo Responsável Global, elogiou o projeto roraimense.
“Os juízes ficaram impressionados com o compromisso e o foco dessa organização em tornar as férias mais acessíveis para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e suas famílias. A iniciativa é digna de reconhecimento e esperamos ver outras organizações seguindo este excelente exemplo”, afirmou.
Inclusão que transforma
O Turistea busca aliar inclusão social, desenvolvimento econômico e turismo responsável. As ações incluem roteiros adaptados, planejamento sensorial de atividades, suporte especializado e capacitação de profissionais. Mais de 130 profissionais já foram treinados em comunicação acessível e atendimento a pessoas neurodivergentes. O projeto beneficiou diretamente mais de 200 crianças e adolescentes com TEA e impactou indiretamente cerca de 500 pessoas.
A deputada Angela Águida Portella (União), presidente do Programa de Atendimento Comunitário e idealizadora do Teamarr, ressaltou a importância das políticas públicas para a inclusão.
“É uma grande satisfação ver o Turistea ser premiado internacionalmente mais uma vez, agora no Reino Unido. Este projeto é a prova de que até no turismo podemos incluir e acolher. É um direito de toda pessoa transitar em espaços turísticos e ter acesso ao lazer com respeito e dignidade. A inclusão fecha as portas para o preconceito e abre caminhos para a transformação”, declarou.
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