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A Unidade Sesc de Cultura, em Boa Vista, promove atividades artísticas que buscam equilibrar o uso da tecnologia com experiências presenciais, estimulando a criatividade, o aprendizado e a formação de novas relações. A programação abrange diversas faixas etárias, desde crianças até pessoas com mais de 50 anos.

A psicóloga Luciana Coelho, do Centro de Educação Sesc, ressalta que o uso excessivo de telas pode afetar a atenção, a memória e, principalmente, as oportunidades de interação com outras pessoas. Ela enfatiza a importância de construir uma rotina que inclua atividades fora do ambiente digital, como aprender um instrumento, dançar, escrever ou participar de outras manifestações artísticas.

A psicóloga destaca que a convivência presencial ensina a lidar com situações e relações de forma diferente do ambiente virtual.

Aprender e se cuidar

Vanessa Araújo, 29 anos, encontrou na música uma forma de desacelerar a rotina. Ela iniciou aulas de violino em abril e relata que a atividade a ajuda a se sentir mais calma e a liberar tensões do dia a dia.

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O professor de violino do Sesc, César Augusto Araújo, observa que muitos alunos chegam diretamente do trabalho para as aulas, utilizando o momento como uma forma de se desconectar da realidade e se dedicar à música. César Augusto Araújo também pontua que aprender música é uma alternativa de diversão e conhecimento sem o uso exclusivo de telas.

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Movimento e encontro

Elenice Rodrigues, 43 anos, estudante de medicina e educadora física, participa das aulas de Fitdance. Ela descreve que a dança beneficia o corpo, a alma e a autoestima, além de contribuir para a formação de novas amizades e tornar a rotina mais leve. A instrutora Nathana Lindey complementa que a modalidade oferece diversão e a possibilidade de conhecer novas pessoas.

A arte também desempenha um papel crucial no desenvolvimento infantil. Nas aulas de balé, ministradas por Rosângela Bonfim, o foco varia conforme a idade. Para crianças de 3 a 5 anos, o trabalho envolve ludicidade, coordenação motora e lateralidade. Entre 6 e 8 anos, elementos técnicos são introduzidos, e a partir dos 9, o aprendizado abrange flexibilidade, coordenação motora, balé clássico e moderno. Rosângela Bonfim ressalta que a arte deve complementar a formação, construindo o ser humano integralmente.

Hamilton Deveza, 45 anos, pai de Laura Santos Deveza, 11 anos, que frequenta as aulas de balé, percebeu mudanças positivas na filha desde o início das atividades, como o aumento da alegria e do interesse. As unidades do Sesc em Roraima, localizadas na Avenida Major Williams, 893, Centro, e na Rua Doutor Araújo Filho, 947, Centro, oferecem diversas oficinas culturais.

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