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Um sabonete líquido esfoliante, desenvolvido a partir da planta caimbé (Curatella americana), típica do lavrado roraimense, une pesquisa científica, sustentabilidade e empreendedorismo. O projeto, iniciado em 2024 na Escola Estadual Major Alcides Rodrigues Santos, em Boa Vista, transformou-se em uma iniciativa de destaque e abriu portas para os estudantes em competições nacionais.

O analista do Sebrae Roraima, Luãn Andrade, ressaltou que a iniciativa vai além da criação de um produto. Ele destacou que.

"O foco está no desenvolvimento de competências empreendedoras, como criatividade, trabalho em equipe e resolução de problemas reais. Também avaliamos o impacto sustentável da solução e a aplicação prática de conceitos de mercado. Mais importante que o produto final é o processo de aprendizagem"

Da sala de aula para o Desafio Liga Jovem

A ideia surgiu durante a preparação para a Feira de Ciências. Os estudantes Larissa Siqueira, Antônio Pontes e Antony Gabriel lideraram o projeto, utilizando as folhas do caimbé por sua textura áspera.

A equipe realizou testes extensivos para chegar à fórmula final.

A composição utiliza ingredientes como base, lauril, amido e corante, com orientações sobre hidratação da pele.

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Em 2025, a equipe participou do Desafio Liga Jovem, promovido pelo Sebrae, a maior competição de empreendedorismo estudantil do país. O evento estimula jovens do Ensino Fundamental, Médio e Técnico a desenvolverem soluções criativas para problemas da comunidade.

O sucesso do sabonete esfoliante impulsionou novos planos.

O professor orientador, Reildo Cerdeira, afirmou que a participação em programas como o Desafio Liga Jovem amplia a visão dos estudantes sobre inovação e mercado.

"Eles vão ter a oportunidade de conhecer outros projetos e se preparar para o mercado. Isso contribui para que enxerguem a importância da educação empreendedora e desenvolvam autonomia para, futuramente, terem o próprio negócio. A iniciação científica começa na sala de aula e, se continuarem na faculdade, já terão um caminho andado na pesquisa", disse.

Antônio Pontes destacou a importância de representar Roraima em uma competição nacional.

"Participar de um evento tão grande, com equipes de todos os estados, foi muito importante. Tivemos contato com outras culturas e percebemos que muitas pessoas nem conheciam o caimbé. Em Belém, por exemplo, o impacto do projeto foi ainda maior porque as pessoas se interessaram muito pelas propriedades da planta", relatou.

Larissa Siqueira resumiu a experiência: "A gente não mudaria nada. Cada etapa serviu de aprendizado. Aprendemos a conviver com pessoas, a trabalhar em grupo e a superar dificuldades. Tudo isso fez parte da nossa formação". Antony Gabriel complementou, expressando orgulho:

"Representar Roraima, o Norte do Brasil e a nossa escola é muito gratificante. Somos pesquisadores desde o início do projeto e passamos por muitas dificuldades. Cada barreira que superamos trouxe mais aprendizado e felicidade. Levar uma escola pública para um evento nacional mostra que somos capazes"

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