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O Governo de Roraima levou ações de combate à discriminação racial para a Escola Estadual Professora Genira Brito Rodrigues, na Vila Félix Pinto, em Cantá. Cerca de 200 estudantes, professores e servidores participaram na segunda-feira (24/6) de atividades do projeto Roraima sem Racismo, promovido pela Secretaria do Trabalho e Bem-Estar Social (Setrabes), por meio da Coordenação Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Ceppir).

A iniciativa atendeu a uma demanda identificada durante o Governo Itinerante na comunidade. A Ceppir retornou à Vila Félix Pinto para desenvolver um trabalho preventivo na unidade escolar, após a identificação de situações de racismo que não chegaram aos canais formais de denúncia.

O objetivo da ação foi ampliar o conhecimento da comunidade escolar sobre como identificar ocorrências de racismo, evitar a naturalização de comportamentos discriminatórios e orientar sobre os encaminhamentos adequados. A da escola, Márcia Rodrigues, ressaltou a importância do tema para a formação dos alunos.

“A escola, no todo, é um espaço aberto a esse tipo de palestra, porque traz conhecimento e esclarecimento do tema. É importante nossa geração atual, nossos alunos, ficarem por dentro do que é permitido e do que não é permitido, até porque eles vão saber lidar com diversas situações”, afirmou.

Racismo velado em brincadeiras

Durante as atividades, a Ceppir abordou manifestações de racismo que podem ocorrer no cotidiano escolar, como o racismo recreativo. Este tipo de ofensa, disfarçada de brincadeira ou apelido, relaciona-se à cor da pele, cabelo ou características físicas. A coordenadora adjunta da Ceppir, Silvia Reis, explicou que esses comportamentos, muitas vezes originados em casa, podem gerar violência psicológica e afetar a autoestima dos estudantes.

“Esses costumes e comportamentos que vêm muitas vezes de casa se transformam em racismo no ambiente escolar. E a gente sempre está afirmando agora que ele vira violência também, porque existe a violência psicológica, aquela que vai baixar a autoestima do aluno”, declarou.

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Silvia Reis destacou que a escola tem o dever de promover ações antirracistas. “A escola tem como obrigação promover esses atos antirracistas”, ressaltou. Ela também enfatizou a dificuldade que crianças e adolescentes podem ter em relatar o que vivenciam, tornando o reconhecimento dessas situações um passo crucial para interromper o ciclo de violência.

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Canais de denúncia e proteção

A programação também orientou os participantes sobre como agir diante de casos de racismo. A recomendação é que a escola acione a coordenação pedagógica e, dependendo da gravidade, envolva a rede de atendimento e os órgãos competentes. O Disque 100, canal nacional para denúncias de violações de direitos humanos, e as autoridades policiais são opções para comunicação de crimes de racismo.

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Projeto Roraima sem Racismo

A ação na Vila Félix Pinto faz parte do projeto Roraima sem Racismo, que atua desde 2023 no combate à discriminação, xenofobia e preconceito por meio de palestras, seminários, campanhas e ações voltadas ao fortalecimento de grupos étnico-raciais. A secretária da Setrabes, Célia Mota, afirmou que a iniciativa demonstra a capacidade do Governo do Estado em transformar demandas comunitárias em respostas concretas.

“Essa ação mostra como o Governo do Estado transforma uma demanda identificada na comunidade em uma resposta concreta. Nossa equipe retornou à Vila Félix Pinto para trabalhar a prevenção diretamente na escola. Nosso objetivo é ampliar esse trabalho e fazer com que as ações de enfrentamento ao racismo cheguem cada vez mais às comunidades e municípios de Roraima”, destacou.

Desde sua criação, o projeto já realizou cerca de 100 ações, alcançando mais de 10 mil pessoas e 13 escolas. Instituições interessadas em receber as atividades podem solicitar atendimento à Ceppir pelo e-mail ceppir@setrabes. rr. gov. br.

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