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Profissionais de Saúde, Assistência Social, Educação, Segurança Pública e Justiça se reúnem em Boa Vista para discutir o aprimoramento da rede de proteção a mulheres vítimas de violência. A oficina, que segue nesta quarta-feira (12/8), busca melhorar a identificação e notificação de casos, além de traçar linhas de cuidado para as vítimas.

O evento, promovido pela Prefeitura de Boa Vista, tem como foco a integração dos setores que atuam no atendimento a mulheres em situação de violência. O Centro Humanitário de Apoio à Mulher (Chame), da Assembleia Legislativa de Roraima (ALERR), participa com o objetivo de fortalecer essa colaboração.

Rayssa Veras, advogada do Chame, destacou a importância da rede de proteção.

"Esse sistema, que chamamos de rede de proteção à mulher, formado por várias instituições dos três poderes, faz com que essa vítima possa atravessar essa situação da melhor forma possível", afirmou.

Aprimorando a rede de cuidado

Thamiris Bastos, psicóloga da Casa da Mulher Brasileira, ressaltou que o combate à violência começa com a prevenção e o preparo das equipes.

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"A gente entende que as mulheres são mais fáceis de sofrer violência, pois elas estão em uma posição mais vulnerável na sociedade. Por isso, precisamos estar preparados para receber essas vítimas, para prestar orientação sobre os direitos delas e dar acolhimento. Nós também trabalhamos com a parte final, que é quando essa mulher precisa fazer uma denúncia e de medida protetiva. É importante que toda equipe esteja preparada para ajudar as vítimas", pontuou.

Keila Cinara, coordenadora municipal do Núcleo de Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT) explicou que a iniciativa visa evitar que a pessoa em situação de violência se sinta desassistida. Na área da saúde, a identificação dos casos ocorre durante o atendimento nas unidades básicas, com o uso da ficha de notificação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ferramenta do Ministério da Saúde.

Segundo Cinara, os dados coletados são compilados pela Vigilância em Saúde para a elaboração de boletins epidemiológicos.

"A ficha é encaminhada à Vigilância, onde os dados são compilados e utilizados na elaboração de boletins epidemiológicos. Essas informações são consideradas fundamentais para orientar a tomada de decisões e subsidiar o trabalho das instituições envolvidas no atendimento às vítimas", explicou.

A oficina conta com a participação de diversas instituições, incluindo a Guarda Civil Municipal (por meio da Patrulha Maria da Penha), a Casa da Mulher Brasileira, o CHAME, o Tribunal de Justiça de Roraima, a Secretaria de Estado da Saúde, a Secretaria Municipal de Assistência Social e secretarias de Educação.

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