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Aos 63 anos, a produtora indígena Ledimar dos Santos cultiva hortaliças na comunidade Samã II, em Pacaraima, e comercializa sua produção para órgãos públicos do município. Com o apoio da família, ela estima movimentar cerca de R$ 15 mil a cada colheita, focando em alface, cebolinha, cheiro-verde, quiabo, maxixe e couve.
Ledimar participa de uma oficina de modelagem de negócios promovida pelo Sebrae/RR, em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e apoio da APITSM, na comunidade Arai. O objetivo é aprimorar a atividade e planejar os próximos passos para estruturar o cultivo como um negócio.
A produção é destinada principalmente ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que distribui os alimentos para escolas, hospitais e outros órgãos públicos de Pacaraima. A agricultora herdou a área de cultivo há mais de dez anos e, com o tempo, adaptou as culturas à estrutura disponível, aprendendo na prática sobre plantio, colheita e comercialização.
Atualmente, os netos de Ledimar auxiliam na atividade, garantindo a continuidade do trabalho, especialmente nos períodos de maior demanda. Um dos desafios é melhorar a estrutura de cultivo e transporte. Ela planeja instalar sombrite para proteger as plantações e recuperar uma Kombi para otimizar o transporte dos produtos, buscando maior autonomia e redução de custos.
A capacitação oferecida pelo Sebrae/RR visa fortalecer as capacidades empreendedoras e promover a geração de renda e autonomia econômica de indígenas brasileiros, refugiados e migrantes. Ledimar busca aprender mais para aprimorar o trabalho que já desenvolve há anos.
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