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O Governo de Roraima, por meio da Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), celebra o lançamento do Plano de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFF). A iniciativa visa impulsionar o desenvolvimento sustentável na região e reforça o papel estratégico do estado como elo de integração com países vizinhos.
O plano foi apresentado oficialmente em Brasília (DF) na terça-feira (9/6), durante o Seminário Internacional de Lançamento dos Documentos-Base para os PDIFFs, Arco Norte e Rondônia. O evento reuniu representantes governamentais, especialistas e parceiros para debater oportunidades e desafios da faixa de fronteira.
Elaborado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, em cooperação com o Instituto Brasileiro de Administração Municipal, o PDIFF propõe medidas para fortalecer a infraestrutura, a economia e a integração regional. A iniciativa ganha destaque em Roraima, pois todos os seus municípios estão inseridos na faixa de fronteira.
Eduardo Oestreicher, coordenador de Negócios Internacionais da Seadi, vê o plano como uma oportunidade histórica. Ele afirma que o PDIFF consolida Roraima como plataforma de integração logística, produtiva e comercial do Arco Norte conectando o Brasil à Guiana, à Venezuela e aos países do Caribe.
Os eixos centrais do PDIFF incluem investimentos em infraestrutura logística e energética, ampliação da conectividade digital, incentivo à bioeconomia e fortalecimento do agronegócio sustentável. O plano também abrange a valorização das cadeias produtivas locais e ações de inclusão social.
No setor produtivo, o documento prevê iniciativas para impulsionar atividades ligadas à agricultura, pecuária e agroindústria, além do aproveitamento sustentável de produtos da sociobiodiversidade amazônica.
O PDIFF também contempla investimentos em obras estratégicas para a integração regional, como a manutenção da BR-174 e a consolidação do corredor logístico da BR-401, que liga Roraima à Guiana. O fortalecimento da Rota 1, Ilha das Guianas é visto como uma alternativa para ampliar o acesso terrestre do Brasil ao Oceano Atlântico.
Segundo Oestreicher, a implementação das ações dependerá da articulação entre o Governo Federal, o Governo de Roraima, os municípios e instituições parceiras. Ele concluiu que o plano reconhece a posição estratégica de Roraima e apresenta caminhos para o avanço do estado com planejamento, inovação, sustentabilidade e integração regional.
Michel Sales
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