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A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) concluiu a etapa de campo da sorologia para Peste Suína Clássica no estado. A ação, que faz parte do Plano Estratégico Brasil Livre da Peste Suína Clássica, coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, buscou verificar a circulação do vírus no rebanho local. A iniciativa abrangeu os 15 municípios de Roraima e contou com a participação de cerca de 30 servidores da Aderr.

Durante a vigilância sanitária, 47 propriedades rurais foram visitadas. As equipes realizaram inspeção clínica e coletaram 309 amostras de sangue de suínos. Nenhum animal apresentou sinais compatíveis com a doença, reforçando o histórico sanitário de Roraima, que não registra casos da enfermidade. O material coletado foi enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Belém (PA), para diagnóstico.

Os resultados das análises laboratoriais devem ser divulgados em cerca de 20 dias. A expectativa é confirmar oficialmente a ausência de circulação viral no território roraimense. O presidente da Aderr, José Carlos Markus, destacou a importância da vigilância contínua.

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"Sem informações atualizadas e ações contínuas de vigilância, não é possível garantir oficialmente a ausência da doença. Esse trabalho demonstra o compromisso da Aderr com a defesa agropecuária e com a proteção dos produtores rurais de Roraima", afirmou.

O chefe do Programa Estadual de Sanidade Suídea da Aderr, Murilo Dias, ressaltou a colaboração dos criadores.

"Eles [os produtores] abriram as portas de suas propriedades e permitiram o acesso das equipes técnicas. Sem essa parceria, esse importante trabalho de monitoramento sanitário não seria possível. Agradecemos a confiança e o compromisso de cada produtor com a saúde animal de Roraima", declarou.

Entenda a Peste Suína Clássica

  • A Peste Suína Clássica, também conhecida como febre suína, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta apenas suínos.
  • A enfermidade não representa risco à saúde humana nem a outras espécies animais.
  • A doença pode causar prejuízos econômicos e comerciais, com perdas diretas aos produtores e restrições ao comércio de carne suína.
  • Estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) apontam impactos econômicos de R$ 1,3 bilhão a R$ 4,5 bilhões em caso de disseminação.

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