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O Outubro Rosa, mês de conscientização sobre o câncer de mama, serve como um lembrete da importância de exames preventivos para a saúde da mulher. Além da mamografia, outros exames de imagem como a ultrassonografia mamária e a ultrassonografia pélvica transvaginal são fundamentais para o acompanhamento de alterações nas mamas e nos órgãos ginecológicos. Em situações específicas, a ressonância magnética também pode ser indicada.

A ginecologista Luciana de Paiva Nery Soares, do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca que manter os exames preventivos em dia é crucial, mesmo na ausência de sintomas. "Muitas condições podem se desenvolver de maneira silenciosa, sem apresentar sintomas nas fases iniciais", afirma. A avaliação periódica permite monitorar a saúde das mamas, útero, ovários e colo do útero, identificar fatores de risco e determinar, de forma individualizada, os exames necessários em cada fase da vida da mulher.

Exames de imagem essenciais

A ultrassonografia pélvica transvaginal oferece uma análise detalhada do útero, endométrio e ovários, auxiliando na investigação de miomas, adenomiose, pólipos endometriais, cistos ovarianos e outras alterações estruturais, além de ajudar na avaliação de sangramento uterino anormal. A mamografia continua sendo um dos principais exames para rastreamento do câncer de mama, capaz de identificar alterações como nódulos, assimetrias, distorções arquiteturais e microcalcificações, inclusive lesões ainda não palpáveis. A ultrassonografia mamária pode complementar a avaliação em casos de mamas densas ou de achados clínicos. Já a ressonância magnética das mamas é reservada para situações selecionadas, como rastreamento de mulheres com alto risco ou investigação de alterações específicas.

Luciana de Paiva Nery Soares ressalta que a solicitação de exames de imagem deve ser individualizada.

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"É importante compreender que um exame de imagem não deve ser solicitado de maneira indiscriminada. A estratégia de acompanhamento deve considerar a idade, o histórico familiar, as condições clínicas e o momento de vida da mulher", explica.

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário, especialmente em idades jovens, podem necessitar de avaliação de risco e métodos de rastreamento diferenciados.

A médica enfatiza que não há uma frequência única de exames para todas as mulheres. Embora a consulta ginecológica possa ser anual, os exames e seus intervalos devem ser definidos individualmente. Mulheres na perimenopausa, com histórico de miomas, adenomiose, sangramento uterino anormal ou em terapia hormonal podem precisar de acompanhamento específico.

"Mais importante do que seguir uma frequência rígida é garantir um cuidado contínuo, individualizado e baseado em evidências, porque cada mulher tem uma história e necessidades próprias", conclui.

No Outubro Rosa, a orientação é aproveitar para atualizar os cuidados preventivos e conversar com um profissional de saúde sobre os exames indicados para cada fase da vida.

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