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Estudantes de escolas públicas e particulares de todo o país têm até a próxima sexta-feira (8) para se inscrever na Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo). A competição, que está na terceira edição, tem como objetivo promover o letramento étnico-racial na educação básica.

Podem participar alunos do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio. As provas serão aplicadas entre 13 e 29 de maio, de forma online, com supervisão das escolas. Apenas em casos especiais a organização permitirá a aplicação presencial com versão impressa.

Crescimento expressivo da competição

Os números da olimpíada mostram um crescimento significativo desde sua criação. Nas duas primeiras edições, realizadas no ano passado, mais de 33 mil estudantes participaram. Em 2026, esse número triplicou, ultrapassando a marca de 100 mil inscritos.

Segundo dados da organização, 70% das inscrições vêm de escolas públicas, com proporção equilibrada entre municipais e estaduais. Institutos federais também têm se mostrado participantes importantes.

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Conteúdos adaptados por faixa etária

A competição é dividida por níveis de ensino. Para os alunos mais novos ou das séries iniciais, os conteúdos abordam brincadeiras, expressões artísticas indígenas, afrobrasileiras e africanas, além dos modos de vida dos povos originários.

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Já os estudantes mais velhos ou de séries mais avançadas terão questões sobre o perfil étnico-racial da população brasileira, transmissão de saberes pela oralidade, segregação étnico-racial, racismo ambiental, preconceito linguístico e conceitos como colonialidade e descolonização.

Todos os conteúdos seguem as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

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Participação nacional e desafios educacionais

A região Nordeste é a mais presente na olimpíada, seguida pelo Sudeste. Todas as unidades federativas estão engajadas no projeto, com exceção do Acre até o momento.

O sucesso da iniciativa tem garantido parcerias com secretarias municipais de educação, como a de Oeiras, no Piauí, onde todas as escolas participaram das edições anteriores.

"É uma honra muito grande estar nesses territórios, abordar esses temas e perceber que esses alunos reconhecem dentro da Obapo sua própria identidade", destaca a coordenadora pedagógica da competição.

A organização celebra especialmente a participação de crianças e adolescentes indígenas e quilombolas, que demonstram orgulho de suas origens e sensação de pertencimento ao se envolver no projeto.

Mais informações sobre a olimpíada, incluindo indicação de livros e outros materiais, estão disponíveis no site oficial da Obapo.

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